AGRONEGÓCIO

Alta do diesel mantém fretes agropecuários pressionados em Mato Grosso, aponta Conab

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Os custos elevados do transporte rodoviário continuam pressionando os preços dos fretes agropecuários em diversas regiões do país, especialmente em Mato Grosso. É o que aponta a edição de maio do Boletim Logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o levantamento, o principal fator responsável pela manutenção dos fretes em patamares elevados é o alto custo operacional do transporte, principalmente devido ao preço do diesel e de outros insumos logísticos.

De acordo com o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, mesmo com oscilações provocadas pelo avanço da colheita da safra, os preços seguem acima dos níveis registrados no mesmo período do ano passado.

“Os custos do combustível continuam sendo o principal fator de sustentação dos valores praticados no mercado de fretes”, afirmou.

Em Mato Grosso, principal produtor de grãos do Brasil, o mercado de transporte rodoviário apresentou estabilidade nas últimas semanas, mas com valores considerados altos para o período. O cenário também foi observado em Mato Grosso do Sul, onde a demanda por transporte segue forte devido ao elevado volume de exportações.

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A Conab destacou ainda que medidas adotadas pelo governo federal, como a isenção de impostos federais sobre o diesel e ações para reforçar a oferta do combustível, ajudaram a reduzir impactos maiores provocados pela alta internacional do petróleo e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Em Goiás, apesar de uma leve redução mensal nos preços do transporte de grãos, o custo do combustível ainda permanece cerca de 15% acima do registrado em abril de 2025, mantendo pressão sobre o setor.

Já no Distrito Federal, os fretes apresentaram alta em todas as rotas analisadas, enquanto no Paraná a logística continua pressionada pela instabilidade do cenário internacional.

Na Bahia, a tendência foi de alta nos fretes em regiões da safra primavera/verão. Maranhão e Piauí registraram mercado aquecido devido ao avanço das exportações de soja, enquanto em São Paulo houve leve queda nos preços após forte alta registrada em março.

Além da análise sobre fretes, o Boletim Logístico da Conab também acompanha exportações agrícolas, movimentação de estoques e logística do agronegócio brasileiro.

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