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Assassino da filha tentou matar a mãe dela a facadas e foi preso

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A morte da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, continua cercada de perguntas e dor para a família. Em depoimento prestado nesta quinta-feira (11), a mãe da menina, Maiara Santos, revelou que já havia sido vítima de uma tentativa de feminicídio praticada pelo ex-marido, Claudinei da Silva, de 42 anos, principal suspeito de matar a própria filha em Várzea Grande.

 

As informações foram repassadas pela advogada Daiane Rodrigues durante entrevista ao programa Cadeia Neles, enquanto a mãe da vítima prestava esclarecimentos na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

Segundo a defesa, Maiara possuía uma medida protetiva contra Claudinei desde 2018. Na época, ela e a filha teriam sido mantidas em cárcere privado por três dias. Durante o período, a mulher foi obrigada a pedir demissão do emprego e acabou sendo atacada com duas facadas ao tentar pedir ajuda em um supermercado. O agressor foi preso após o crime.

 

 

Após deixar o sistema prisional e passar a usar tornozeleira eletrônica, Claudinei teria procurado familiares da ex-companheira para tentar retomar o contato com a filha.

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Conforme relatado pela família, Olga era muito pequena quando o pai foi preso e tinha poucas lembranças dele. Com o passar dos anos, a adolescente manifestou o desejo de conhecer melhor o pai, levando a mãe a permitir encontros esporádicos entre os dois.

 

De acordo com a advogada, Olga nunca havia passado a noite na casa do pai. A primeira vez aconteceu justamente no fim de semana em que o crime foi registrado.

último fim de semana terminou em tragédia

No sábado (6), Olga foi para a residência do pai. Já no domingo, quando a mãe foi buscá-la, a adolescente pediu para permanecer no local por mais algumas horas para participar da comemoração de aniversário do avô paterno.

 

A mãe concordou. Pouco tempo depois, Claudinei entrou em contato afirmando que a filha estaria “dando trabalho”.

 

A preocupação da família aumentou quando uma amiga de Maiara foi até a residência para buscar a menina e não conseguiu contato com ninguém. Segundo o relato, o irmão de Claudinei abriu o portão da casa e encontrou Olga desacordada.

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motivação segue sem resposta

A Polícia Civil continua investigando o caso e, até o momento, a motivação do crime permanece desconhecida.

 

A família contesta a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por uma suposta conversa da adolescente com outro jovem por redes sociais.

 

“Não existe essa possibilidade porque ela não tinha celular próprio. O aparelho foi apreendido e a perícia deverá esclarecer essa questão”, afirmou a advogada.

 

Segundo os familiares, Olga utilizava o celular da mãe para falar com o pai e o aparelho dele para manter contato com a mãe quando estava em visitas.

 

“Não sabemos a real motivação do crime. A mãe está sem entender o que aconteceu. Ela tinha uma boa convivência com o pai por telefone. Estamos aguardando as investigações para entender o motivo dessa barbaridade”, declarou Daiane Rodrigues.

 

Além dos depoimentos, a Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais e a oitiva de testemunhas para esclarecer completamente as circunstâncias da morte da adolescente.

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