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Pai perde emprego após faltar ao trabalho para acompanhar filho com doença rara

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Bebê nasceu com epidermólise bolhosa, está internado desde o nascimento e família enfrenta dificuldades financeiras

O nascimento de Lohan mudou completamente a vida da família Guimarães. O bebê veio ao mundo com epidermólise bolhosa, uma doença genética rara que torna a pele extremamente frágil, exigindo cuidados constantes e acompanhamento médico especializado.

 

Quando o filho nasceu e precisou ser levado imediatamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Felipe Guimarães não pensou duas vezes antes de permanecer ao lado da criança. No entanto, a decisão teve consequências difíceis para a família.

 

Segundo relatos dos familiares, Felipe acabou sendo demitido ainda durante o período de experiência em uma empresa no Rio de Janeiro após faltar ao trabalho para acompanhar o filho recém-nascido. A família afirma que ele apresentou atestados médicos e explicou a situação ao empregador, mas acabou desligado da função.

 

A situação agravou ainda mais a realidade da casa. Atualmente, sete pessoas vivem em um único cômodo e enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam garantir o tratamento necessário para o bebê.

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Lohan nasceu com epidermólise bolhosa, condição conhecida popularmente por afetar as chamadas “crianças borboleta”. A doença provoca extrema fragilidade da pele, fazendo com que pequenos atritos possam causar feridas, bolhas e lesões dolorosas.

 

Desde o nascimento, o menino permanece internado em um hospital de Realengo, no Rio de Janeiro. Logo após o parto, ele precisou ser encaminhado para a UTI devido a complicações de saúde.

 

Nos meses seguintes, enfrentou diversos desafios médicos. O bebê já precisou de intubação, suporte de oxigênio, tratamento para infecções, vários ciclos de antibióticos e passou por um procedimento cirúrgico para alimentação, já que não consegue se alimentar normalmente pela boca.

 

Segundo a família, as lesões mais severas atingem principalmente as mãos e os pés. O rosto também sofre ferimentos frequentes devido aos movimentos involuntários do bebê.

 

Apesar das dificuldades, familiares descrevem Lohan como uma criança alegre e receptiva. Eles contam que o menino reage aos estímulos, sorri para profissionais de saúde e visitantes e aguarda o dia em que poderá finalmente deixar o hospital e conhecer sua própria casa.

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A mãe, Lohany Rocha, trabalha de forma informal realizando serviços de beleza quando consegue clientes. Atualmente, a família não possui renda fixa nem recebe benefícios suficientes para cobrir todas as despesas do tratamento.

 

Além dos custos diários, os gastos com curativos especiais, fraldas, alimentação específica, roupas adequadas e transporte para consultas médicas representam um grande desafio financeiro.

 

Diante da situação, familiares e amigos iniciaram uma campanha solidária para arrecadar recursos e auxiliar nos cuidados de Lohan quando ele receber alta hospitalar.

 

Enquanto enfrenta uma rotina marcada por incertezas, a família mantém a esperança de que o bebê consiga superar os desafios da doença e, pela primeira vez, possa ocupar o berço que já o espera em casa.

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