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MÃE É DECAPITADA PELO PRÓPRIO FILHO E POLÍCIA PEDE EXAME PARA SABER SE ELE ESTAVA EM SURTO

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Suspeito confessou o crime e afirmou que tem esquizofrenia, mas polícia diz que somente laudo psiquiátrico poderá apontar se ele tinha consciência dos atos

A Polícia Civil de Minas Gerais pediu que o homem de 27 anos, preso após confessar que matou e decapitou a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, passe por exame de insanidade mental. O crime brutal chocou familiares, amigos e moradores pela violência.

Segundo as investigações, o suspeito afirmou que possui esquizofrenia e chegou a apresentar um documento produzido em Portugal, país onde morou por alguns anos. No entanto, a Polícia Civil explicou que somente uma avaliação feita por especialistas poderá apontar se ele estava em surto no momento do crime ou se tinha plena consciência dos atos.

Durante entrevista coletiva, a delegada Ariadne Coelho, responsável pelo caso, informou que o pedido de exame já teve manifestação favorável do Ministério Público de Minas Gerais e aguarda decisão da Justiça.

A investigação busca esclarecer se o homem poderá ser considerado inimputável ou semi-imputável. O caso também deverá ser acompanhado pelo Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental.

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A Justiça manteve a prisão do suspeito por feminicídio. Na decisão, o juiz destacou a brutalidade do crime e o histórico de saúde mental informado pelo investigado. Por isso, ele deverá permanecer acautelado no Centro de Apoio Médico e Pericial, em Ribeirão das Neves, até nova avaliação.

De acordo com a Polícia Militar, quando os agentes chegaram ao apartamento da família, na segunda-feira (22), o suspeito não resistiu à prisão e confessou que havia matado a mãe, que estava no quarto. Ele relatou que o crime teria ocorrido durante a madrugada.

Em depoimento, o homem disse que mantinha uma relação difícil com a mãe, mas afirmou que não houve discussão ou agressão física entre os dois no fim de semana. Ele alegou que o conflito teria ocorrido “consigo mesmo” e relatou ter ouvido vozes antes do crime.

Ainda segundo o interrogatório, o suspeito não fazia uso regular de medicamentos, apesar de ter recebido orientação para tratamento psiquiátrico. Ele também estava desempregado e, conforme o próprio relato, era sustentado pela mãe, que arcava com as despesas da casa.

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Jussara Maria Rodrigues era descrita por amigos como uma mulher alegre, trabalhadora e querida por quem convivia com ela. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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