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Filha faz desabafo um ano após feminicídio que chocou moradores de lucas do rio verde

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Jovem relembrou a dor da perda da mãe, assassinada dentro de casa, e emocionou ao falar sobre o trauma que ainda marca toda a família.

Um ano após o feminicídio que comoveu Lucas do Rio Verde, a biomédica Caroline Fernandes usou as redes sociais para compartilhar um emocionante desabafo sobre a dor de perder a mãe, Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, assassinada a facadas dentro da própria residência.

 

Nas publicações, Caroline relata que reviveu toda a angústia logo nas primeiras horas do dia em que o crime completou um ano.

 

“Hoje eu abri os olhos e senti medo de viver tudo outra vez. Estremeci quando vi 06h47 da manhã. Involuntariamente e indesejadamente esperei um telefonema desesperador”, escreveu.

 

Ela também revelou que a ausência da mãe continua presente nos pequenos detalhes da rotina e emocionou ao contar que ainda preserva uma peça de roupa da vítima para manter vivo o cheiro dela.

“Um ano que eu não te vejo, te toco, que ouço sua voz através de áudios antigos e que sinto seu cheiro através de uma blusa guardada em um ziploc. Me desespero em pensar que um dia esse cheiro pode desaparecer.”

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Em outro trecho, Caroline afirmou que a tragédia mudou completamente sua forma de enxergar a vida.

“Quando a pior coisa que poderia acontecer, acontece, o medo muda de lugar e todo o resto se torna ‘fichinha’.”

A publicação termina com uma declaração sobre a saudade que toda a família ainda sente, principalmente a irmã mais nova, que também foi vítima do ataque e sobreviveu.

O crime

O feminicídio ocorreu na madrugada de 24 de junho de 2025. Segundo as investigações, o então companheiro da vítima, Daniel Bennemann Frasson, atacou Gleici enquanto ela dormia. Em seguida, ele esfaqueou a própria filha, de apenas 7 anos. Após o crime, tentou tirar a própria vida.

 

O acusado responde por feminicídio consumado e tentativa de homicídio contra menor de 14 anos, em contexto de violência doméstica. O processo chegou a ser suspenso temporariamente para a realização de exame de insanidade mental. Posteriormente, um laudo da Politec apontou que ele apresentava um quadro depressivo capaz de comprometer sua capacidade de compreender a gravidade dos próprios atos.

 

O caso segue como um dos episódios de maior repercussão registrados em Lucas do Rio Verde nos últimos anos.

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