POLÍCIA
Golpe frustrado: criminosos se passam pela Defensoria Pública para aplicar fraude, mas encontram conta bancária sem saldo
Mulher desconfiou da abordagem, buscou orientação jurídica e conseguiu impedir que os estelionatários causassem prejuízo financeiro
Uma mulher de 42 anos procurou a polícia após ser alvo de uma tentativa de golpe aplicada por criminosos que se passaram por representantes da Defensoria Pública de Mato Grosso. Os suspeitos afirmavam que ela havia vencido uma ação judicial contra o Estado e teria direito a receber uma indenização por danos morais.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens de um número com DDD 65, que utilizava a foto da Defensoria Pública como imagem de perfil. Durante a conversa, uma pessoa se apresentou como defensora pública e informou que o processo envolvendo uma cirurgia havia sido concluído com decisão favorável à mulher.
Na sequência, os golpistas solicitaram dados pessoais e informações bancárias, alegando que seriam necessários para a liberação do suposto pagamento. Logo depois, informaram que uma videochamada seria realizada com um homem que se apresentaria como promotor de Justiça para finalizar o procedimento.
Pouco tempo depois, a vítima recebeu a ligação do falso promotor, que orientou que ela acessasse o aplicativo do banco. Segundo ele, o procedimento serviria para autorizar o recebimento da indenização e evitar a retenção de imposto de renda sobre o valor que seria depositado.

No entanto, a conta bancária informada pela mulher estava sem saldo e não registrava movimentações havia vários meses. Com isso, os criminosos não conseguiram retirar qualquer quantia, embora tenham obtido acesso a dados pessoais da vítima.
A mulher passou a desconfiar da situação quando foi informada de que o dinheiro estaria disponível na conta em aproximadamente uma hora. Diante da suspeita, entrou em contato com uma advogada de confiança, que orientou o bloqueio imediato das contas bancárias e a comunicação aos órgãos competentes.
Mesmo após isso, os criminosos insistiram na fraude e pediram outra conta bancária, alegando que a primeira não estaria apta a receber o depósito por causa de uma suposta “proteção de dados”. A vítima então informou uma conta que não utilizava mais, enquanto adotava as medidas de segurança recomendadas.
Após perceberem que o golpe não seria concluído, os suspeitos interromperam o contato. A mulher bloqueou os números utilizados pelos criminosos, comunicou o ocorrido às instituições financeiras e também à Defensoria Pública, solicitando medidas preventivas para proteger seus dados.
Como forma de alertar outras pessoas, ela ainda publicou em suas redes sociais os números utilizados pelos golpistas, reforçando o risco desse tipo de fraude e orientando a população a desconfiar de contatos que solicitem dados pessoais ou acesso ao aplicativo bancário.
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