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Crime organizado impõe ‘castigo’ e obriga adolescente a capinar terreno e recolher lixo em MT

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Menor afirmou à Polícia Militar que cumpria 90 horas de trabalho forçado como punição após agredir outra integrante do grupo criminoso.

Uma mulher de 31 anos foi presa na tarde desta quarta-feira (1º), em Alta Floresta, suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, tortura, lesão corporal e ameaça. A ação foi realizada por policiais da equipe Raio do 8º Batalhão da Polícia Militar após denúncias de que uma residência estaria sendo utilizada para o comércio de entorpecentes e para aplicação de punições impostas por um grupo criminoso.

 

Segundo a Polícia Militar, o imóvel era apontado como um local onde integrantes da organização criminosa eram submetidos a “castigos” e obrigados a cumprir trabalhos forçados como forma de punição. Ao perceber a chegada da equipe, a suspeita tentou entrar na residência, mas foi abordada antes.

 

Durante a ocorrência, uma adolescente de 17 anos chegou ao local e relatou aos policiais que estava cumprindo 90 horas de trabalho forçado, consistentes em capinar o terreno e recolher lixo, por determinação do grupo criminoso. Conforme o relato, a punição teria sido imposta após ela agredir outra integrante da organização.

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Nas buscas na residência, os militares apreenderam uma balança de precisão e uma porção de substância análoga à maconha.

 

Outra mulher, também de 31 anos, afirmou aos policiais que havia sido vítima de agressões físicas determinadas por integrantes da organização criminosa. Ela apresentava lesões nas costas e nas pernas e relatou que as agressões ocorreram por ordem do companheiro, atualmente preso em Cuiabá, após ela sair para consumir bebida alcoólica em um bar.

 

Ainda de acordo com a Polícia Militar, tanto a adolescente quanto a outra vítima relataram que o grupo criminoso costuma impor punições físicas e trabalhos forçados a integrantes que descumprem regras internas ou possuem dívidas com a organização.

 

A suspeita foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Alta Floresta juntamente com o material apreendido. O caso segue sob investigação.

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