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Justiça libera “Maníaco do Novo Gama”, condenado por crimes que chocaram o país

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A Justiça do Distrito Federal concedeu desinternação condicional a Adaylton Nascimento Neiva, de 47 anos, conhecido nacionalmente como o “Maníaco do Novo Gama”. Ele confessou a execução de pelo menos nove mulheres e estava na Ala de Tratamento Psiquiátrico.

A decisão foi assinada pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais, no dia 19 de junho. Com a medida, Adaylton deixará o regime de internação, mas terá que cumprir uma série de regras impostas pela Justiça.

Segundo a magistrada, relatórios recentes apontaram melhora no quadro de saúde mental dele. Para a juíza, a condição atual não exige a continuidade do tratamento em regime de internação, nem justifica que ele permaneça excluído da sociedade por tempo indeterminado.

Fora da ala psiquiátrica, Adaylton deverá morar com uma mulher com quem formalizou união estável durante o período em que esteve internado.

Apesar da liberação, ele seguirá sob diversas restrições. Adaylton não poderá deixar o Distrito Federal, deverá estar em casa todos os dias até as 22h e está proibido de frequentar bares, prostíbulos e casas de jogos.

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Ele também não poderá consumir bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas, nem portar qualquer tipo de arma ou instrumento que ofereça risco. Além disso, terá que manter o tratamento psiquiátrico atualizado e apresentar relatórios médicos mensalmente à Justiça.

A decisão ainda determina que ele comprove ocupação lícita, mantenha endereço e telefone atualizados e assuma o compromisso de viver em harmonia com a família e a comunidade. Qualquer descumprimento ou conflito deverá ser comunicado à Seção Psicossocial.

O histórico criminal de Adaylton é marcado por extrema violência. Nos anos 2000, ele espalhou medo no Entorno do Distrito Federal e foi condenado a 54 anos e 6 meses de prisão por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado por terceiro.

Entre as vítimas estavam a própria companheira dele, que estava grávida, e a enteada de apenas 5 anos. As duas foram enterradas no quintal da residência onde viviam. Outra vítima conhecida foi a adolescente Alessandra Rodrigues, de 14 anos, que teve o corpo ocultado em um matagal.

As passagens de Adaylton pelo sistema prisional começaram em abril de 2000. Em 2011, ele foi transferido para a Ala de Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, para cumprir medida de segurança.

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Na época, um laudo do Instituto Médico Legal apontou diagnóstico de transtorno de personalidade antissocial, também associado à psicopatia. Os peritos destacaram traços como manipulação, dissimulação, falta de empatia pelo sofrimento das vítimas e ausência de arrependimento real.

Mesmo com o perfil traçado pelos peritos há mais de uma década, relatórios mais recentes indicaram bom comportamento nos últimos anos. Ele chegou a atuar como cantineiro dentro da unidade prisional.

Agora, a ressocialização de Adaylton será acompanhada fora da internação, sob fiscalização da Justiça, vigilância familiar e monitoramento do serviço social do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

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