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Câmeras mostram ex-funcionária retirando bilhete de R$ 29 milhões da Mega-Sena em MT

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A investigação sobre o desaparecimento de um bilhete premiado da Mega-Sena ganhou novos desdobramentos após imagens de câmeras de segurança mostrarem a sequência de ações atribuídas a uma ex-funcionária de uma casa lotérica em Sinop, no norte de Mato Grosso. O caso envolve um prêmio de aproximadamente R$ 29 milhões, cujo pagamento segue bloqueado por decisão da Justiça.

 

De acordo com as investigações, a funcionária atendeu uma cliente no sorteio realizado em 12 de agosto de 2023 e imprimiu um bilhete que apresentou defeito. Em seguida, refez corretamente a aposta para a consumidora e guardou o comprovante com defeito no cofre da lotérica, conforme o procedimento adotado pelo estabelecimento.

 

Dois dias depois, as imagens mostram a ex-funcionária retornando ao cofre, retirando o bilhete e conferindo os números sorteados. Na sequência, ela aparece comemorando com uma colega de trabalho após perceber que a aposta havia sido premiada.

 

Ainda conforme a investigação, após deixar o posto de atendimento, a então funcionária teria informado que iria até uma agência da Caixa Econômica Federal. No dia seguinte, voltou à lotérica acompanhada do marido para pedir demissão, alegando que ele seria um dos ganhadores do prêmio milionário.

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As imagens fazem parte das provas reunidas pelo Ministério Público, que denunciou o casal por furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas.

 

Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter o processo na Justiça Estadual de Mato Grosso ao rejeitar um recurso da defesa que pretendia transferir o caso para a Justiça Federal.

 

Segundo o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, o prejuízo imediato foi da própria casa lotérica, já que o bilhete permaneceu sob sua posse e guarda no cofre do estabelecimento. O magistrado destacou que, para fins penais, pouco importa quem venha a ser reconhecido futuramente como proprietário definitivo do prêmio na esfera cível.

 

O caso começou a ser investigado porque duas apostas premiadas do mesmo concurso da Mega-Sena foram registradas na mesma lotérica de Sinop. A coincidência chamou a atenção dos proprietários, que analisaram as imagens de segurança e comunicaram o fato às autoridades, dando início às investigações.

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