‘’não tem mais paz”

‘Não consigo sair na rua!’ Vídeo viral mudou tudo: padre diz que perdeu a paz e cobra R$ 300 mil na Justiça

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Religioso afirma que não consegue mais trabalhar após a repercussão do caso e processa Globo, Record e SBT por danos morais; liminar que determinava a retirada de conteúdos foi derrubada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O padre Luciano Braga Simplício, que ganhou repercussão nacional após ser flagrado ao lado da noiva de um fiel dentro da casa paroquial de Nova Maringá, em Mato Grosso, entrou na Justiça contra as emissoras Globo, Record e SBT. O religioso pede uma indenização de R$ 300 mil por danos morais e solicita que reportagens e vídeos sobre o caso sejam retirados do ar.

 

Na ação, a defesa sustenta que a ampla divulgação do episódio provocou um “linchamento virtual”, comprometendo a vida pessoal e profissional do sacerdote. Segundo os advogados, ele não consegue mais exercer suas atividades normalmente nem circular pela cidade sem ser reconhecido e confrontado.

 

“Ele passou a ter uma vida ruim com a exposição em massa de um mal-entendido”, afirma a defesa no processo.

 

Em um primeiro momento, a 2ª Vara de Justiça de São José do Rio Claro concedeu uma liminar determinando que as emissoras retirassem do ar os conteúdos relacionados ao caso e se abstivessem de novas divulgações.

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A TV Globo, no entanto, recorreu da decisão, alegando que a medida representava censura prévia e feria a liberdade de imprensa. O recurso foi acolhido pelo desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que derrubou a liminar. O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça.

 

Até o momento, as emissoras informaram que não comentam processos judiciais em andamento. A defesa do padre também não se manifestou sobre a decisão que revogou a liminar.

Relembre o caso

O episódio veio à tona em outubro de 2025, quando imagens gravadas no interior da casa paroquial de Nova Maringá viralizaram nas redes sociais. O vídeo mostrava o padre e uma jovem, noiva de um fiel da comunidade, dentro do imóvel da paróquia.

 

Após a repercussão, áudios atribuídos ao sacerdote passaram a circular na internet. Neles, Luciano Braga Simplício nega qualquer relacionamento amoroso ou sexual com a jovem. Segundo sua versão, ela havia trabalhado na paróquia durante o dia e pediu autorização para utilizar o banheiro de um quarto anexo para tomar banho. O padre afirma que, quando percebeu movimentação no local, a jovem já estava escondida dentro da residência por medo das pessoas que batiam à porta.

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Na época, a Diocese de Diamantino informou, por meio de nota oficial assinada pelo bispo Dom Vital Chitolina, que tomou conhecimento do caso e que todas as medidas previstas pelo direito canônico seriam adotadas.

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