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Julgamento de casal acusado de matar mãe e bebê atropelados começa após mais de dois anos

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Mãe caminhava com o filho de 2 anos no colo quando foi atingida por caminhonete; Ministério Público aponta duplo homicídio com dolo eventual

Mais de dois anos depois de uma tragédia que comoveu a população, começa nesta quinta-feira, 9 de julho, o julgamento de Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira, acusados pela morte de Mirivan Moraes Soares e do filho dela, de apenas 2 anos.

O casal será julgado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus por duplo homicídio simples com dolo eventual, quando a acusação entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte.

O atropelamento aconteceu na noite de 7 de janeiro de 2023, na Rua 40-B, no Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas, Jean Paulo ensinava a esposa a dirigir uma caminhonete em via pública. Idaliana, conforme a acusação, não possuía habilitação para conduzir o veículo.

 

Durante uma conversão, ela teria perdido o controle da direção, invadido a calçada e atingido Mirivan, que caminhava carregando o filho no colo. Mãe e criança morreram em decorrência do impacto.

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Para o Ministério Público, o casal assumiu o risco ao permitir e realizar uma atividade perigosa em via pública. Por isso, os dois respondem por homicídio com dolo eventual.

A defesa tentou desclassificar o caso para homicídio culposo, alegando que não houve intenção de matar. O pedido, porém, foi rejeitado pela Justiça, que manteve o entendimento de que o caso deve ser analisado pelo Tribunal do Júri.

O julgamento será realizado no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, com início previsto para as 9h. Durante a sessão, dez testemunhas de acusação e defesa devem ser ouvidas. Depois, os réus prestarão depoimento e haverá os debates entre as partes antes da decisão dos jurados.

Do lado de fora do fórum, familiares e amigos das vítimas organizam um protesto com faixas e cartazes. Eles pedem justiça e cobram a condenação dos acusados pelo atropelamento que tirou a vida de uma mãe e de uma criança.

A sessão será presidida pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. A acusação ficará a cargo da promotora de Justiça Clarissa Brito, enquanto a defesa será representada pelo advogado Eguinaldo Moura. A expectativa é que o julgamento seja concluído na sexta-feira, 10 de julho.

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