morta a facadas
Mulher deixou emprego para realizar sonho de abrir restaurante e acabou assassinada pelo companheiro
Ela acreditou na promessa de um novo começo, mas teve a vida interrompida de forma brutal. A cozinheira Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, foi morta a facadas em um bar, em Confresa (MT), em um caso investigado como feminicídio. O principal suspeito é o companheiro dela, José da Cruz Evangelista, de 63 anos, que confessou o crime e permanece preso.
Segundo familiares, Daiany havia deixado o emprego como cozinheira em uma fazenda após o suspeito prometer que a ajudaria a realizar o sonho de abrir o próprio restaurante em um terreno que ela estava pagando no município.
A irmã da vítima relatou que a família sabia do relacionamento, mas desconhecia a gravidade das ameaças que Daiany vinha sofrendo. Dias antes do crime, a mulher chegou a gravar um vídeo em que o companheiro fazia ameaças de morte.
De acordo com a investigação, o casal vivia junto desde janeiro, embora não tivesse oficializado a união. Conforme o delegado responsável pelo caso, a discussão que terminou no assassinato teria começado após uma transferência via Pix feita por Daiany sem o conhecimento do suspeito.
Durante a gravação feita pela vítima antes do crime, ela afirma que o homem já havia colocado uma faca em seu pescoço em outras ocasiões. Ainda segundo a polícia, ele também dizia que não queria “fazer nem ela e nem ele sofrer”.
Crime ocorreu dentro de um bar
A Polícia Militar foi acionada após testemunhas informarem que uma mulher havia sido esfaqueada em um bar. O proprietário do estabelecimento contou que tentou impedir a agressão e chegou a ficar entre o casal, mas acabou sofrendo um corte superficial no braço.
Mesmo após a tentativa de intervenção, Daiany correu para um dos quartos da residência existente na propriedade. O suspeito a perseguiu e desferiu diversos golpes de faca. Ela morreu ainda no local.
No mesmo dia, José da Cruz Evangelista se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, confessou o feminicídio e foi preso. A Justiça negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa e manteve a prisão preventiva.
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público destacou que o investigado demonstrou indiferença em relação ao crime.
Mato Grosso soma 26 feminicídios em 2026
Com a morte de Daiany Rodrigues de Souza, Mato Grosso chegou à marca de 26 vítimas de feminicídio em 2026, conforme dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso.
Os registros apontam que a maioria das vítimas é morta por companheiros ou ex-companheiros, geralmente dentro de ambientes ligados ao convívio familiar ou íntimo, reforçando o cenário preocupante da violência contra a mulher no estado.
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