POLÍCIA

Bebê achado morto no lixo tinha luxação no braço e má-formação na cabeça

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Recém-nascida apresentava desenvolvimento compatível com aproximadamente 35 semanas de gestação e ainda estava com o cordão umbilical; perícia vai apontar se ela nasceu com vida

A bebê do sexo feminino encontrada morta dentro da lixeira de um condomínio residencial, em Várzea Grande, apresentava uma luxação em um dos braços e uma má-formação na região da cabeça. As informações foram divulgadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.

A criança, que tinha desenvolvimento compatível com aproximadamente 35 semanas de gestação, foi localizada por trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo. Ela estava dentro de uma caixa, enrolada em um saco plástico e ainda com o cordão umbilical.

Segundo o delegado Rogério Gomes, existem indícios de que a bebê tenha sido deixada no local por um morador ou visitante do condomínio. A suspeita ocorre porque a lixeira fica na parte interna do residencial, com acesso mais restrito.

O corpo foi encontrado quando um trabalhador levou o recipiente até a área de separação dos resíduos. Ao perceber um saco plástico contendo uma caixa, ele decidiu verificar o material e encontrou a criança.

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Na esperança de que ainda houvesse possibilidade de sobrevivência, foram acionados o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Civil. No entanto, as equipes constataram que a bebê já estava morta.

Durante a análise inicial, foram identificadas lesões aparentes, incluindo a luxação em um dos braços e a deformidade na cabeça. Conforme o delegado, a má-formação também pode ter sido provocada durante o parto, mas a hipótese ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os primeiros levantamentos no condomínio. Investigadores da DHPP também trabalham na coleta e análise das imagens das câmeras de segurança do residencial.

Os registros do sistema de monitoramento serão fundamentais para descobrir quem entrou na área da lixeira e abandonou a caixa contendo o corpo da criança.

Apesar de o desenvolvimento ser compatível com aproximadamente oito meses de gestação, a Polícia Civil ressaltou que somente a perícia poderá determinar se a bebê chegou a nascer com vida ou se já estava sem sinais vitais no momento do parto.

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De acordo com Rogério Gomes, o resultado dos exames será decisivo para definir os rumos da investigação e o possível enquadramento criminal.

Caso seja constatado que a criança morreu em decorrência de um aborto, o episódio poderá ser investigado sob essa tipificação. Se os exames apontarem que ela já nasceu sem vida, outras possibilidades poderão ser analisadas, incluindo o crime de vilipêndio de cadáver.

O caso permanece sob investigação da DHPP. A polícia busca identificar a responsável pelo parto e esclarecer todas as circunstâncias que resultaram no abandono do corpo.

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