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‘Quem fez isso é um monstro’, diz mãe de jovem assassinada em MT

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A mãe de Jéssica Brígida, de 30 anos, encontrada morta em uma área de mata entre os municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, fez um desabafo emocionante e cobrou justiça pela morte da filha. Em entrevista ao programa Cadeia Neles, Albertina Souza afirmou que jamais conseguirá superar a perda e classificou os autores do crime como “monstros”.

“Quem fez isso não é um ser humano, é um monstro. Eu só peço justiça para quem fez ou mandou fazer essa maldade”, declarou.

Segundo a mãe, Jéssica deixou o bairro Pedra 90, em Cuiabá, há cerca de três meses para trabalhar em um bar em Peixoto de Azevedo. As duas mantinham contato diário, e a última videochamada aconteceu na noite de quarta-feira (22). Na manhã seguinte, a jovem não respondeu à tradicional mensagem de “bom dia”, o que despertou a preocupação da família.

Sem conseguir contato, Albertina procurou amigas da filha e, diante da falta de informações, registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento. Dias depois, viajou até Peixoto de Azevedo em busca de respostas.

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“Fui ao bar onde ela trabalhava, mas ninguém sabia dizer onde ela estava. Estava tudo muito estranho. Só consegui pegar as coisas dela e voltar para casa”, relatou.

Queria deixar a cidade

De acordo com a mãe, poucos dias antes de desaparecer, Jéssica contou que enfrentava problemas no trabalho e demonstrava vontade de deixar a cidade.

“Ela disse que estavam aplicando multas contra ela e que queria ir embora. Falou apenas: ‘O povo está querendo armar para mim’. Mas nunca explicou exatamente o que estava acontecendo”, afirmou.

No sábado, a família recebeu a confirmação de que o corpo da jovem havia sido localizado em uma região de mata entre Peixoto de Azevedo e Matupá.

Crime brutal

Conforme as investigações da Polícia Civil, Jéssica foi vítima de homicídio e apresentava sinais de extrema violência. O rosto estava gravemente lesionado e os cabelos haviam sido cortados.

Até o momento, a motivação do crime e a identidade dos responsáveis ainda não foram oficialmente divulgadas.

Albertina fez questão de afirmar que a filha era trabalhadora, responsável e não possuía qualquer envolvimento com organizações criminosas. Segundo ela, Jéssica ajudava financeiramente no tratamento do irmão, que enfrenta problemas com alcoolismo, e mantinha contato constante com toda a família.

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“Ela gostava das coisas certinhas. Era uma filha companheira, amiga e preocupada com todos nós. Foi embora uma parte de mim”, disse.

Muito emocionada, a mãe voltou a cobrar uma resposta das autoridades.

“Ela não merecia morrer desse jeito. Só de imaginar a forma como encontraram minha filha já dói demais. Quebraram o rosto dela. Quem fez ou mandou fazer isso precisa pagar com todo o rigor da lei. Eu só quero justiça”, concluiu.

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