OPERAÇÃO SANGUE FRIO

Militar tentou matar empresário para viver romance com a esposa dele, aponta polícia

Publicado em

Conversas recuperadas de celular revelaram relação extraconjugal e possível vazamento de informações sobre a investigação

A Polícia Civil apontou que o soldado da Polícia Militar Rodrigo Lima Souza teria tentado matar o empresário Alex Sandro Carvalho da Cunha para manter um relacionamento com a esposa da vítima. O caso aconteceu em Primavera do Leste e foi investigado no âmbito da Operação Sangue Frio.

A tentativa de homicídio ocorreu no dia 10 de junho de 2025, em frente ao estabelecimento comercial da vítima. Conforme o boletim de ocorrência, o empresário estava próximo à loja quando foi surpreendido por um motociclista, que efetuou disparos.

Alex foi atingido abaixo da cintura, socorrido e encaminhado ao Hospital São Lucas. Ele não corria risco de morte. O autor fugiu em uma motocicleta escura, semelhante a uma Honda CG Titan, usando capacete, máscara e uma blusa cinza de manga longa.

Durante as investigações, os policiais identificaram que o militar mantinha um relacionamento extraconjugal com a esposa do empresário. Segundo o relatório, as conversas encontradas no celular demonstravam intimidade entre os dois e indicavam que o envolvimento continuou mesmo depois do atentado.

Leia Também:  Coletor de lixo tem perna esmagada durante acidente de trabalho em MT

Em algumas mensagens, Rodrigo chamava a mulher de “amor”, enquanto ambos demonstravam sentimentos afetivos. Parte das mensagens enviadas por ela teria sido apagada. Para a Polícia Civil, o relacionamento pode ter sido a motivação do crime.

O conteúdo foi utilizado pelo delegado Eric Martins para fundamentar o pedido de prisão preventiva. Rodrigo foi preso no dia 23 de julho de 2025, em uma ação acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar.

POSSÍVEL VAZAMENTO

A investigação também encontrou uma conversa entre Rodrigo e um operador do Centro Integrado de Monitoramento de Primavera do Leste, realizada apenas 13 dias depois do atentado.

No diálogo, o servidor afirmava que a investigação estava “quieta e meio arquivada” e que, sem informações do sistema de monitoramento, seria difícil estabelecer a rota utilizada pelo atirador.

Ao receber as informações, o militar respondeu: “Meu coração chega dispara kkk”.

Para os investigadores, a conversa levanta suspeitas de possível favorecimento e vazamento de informações sigilosas. A Polícia Civil recomendou o aprofundamento das apurações sobre a participação do operador.

Rodrigo também teria trocado de celular logo após o crime e não transferido os dados do aparelho anterior. O telefone apreendido, um Xiaomi Redmi 13X, possuía registros somente a partir dos dias 16 ou 17 de junho de 2025.

Leia Também:  IMAGENS FORTES: nova tragédia em esporte de aventura: mulher morre após queda durante rapel. VEJA

Mesmo com essa limitação, a perícia conseguiu recuperar mensagens que reforçaram a suspeita de envolvimento do militar no atentado e revelaram a relação extraconjugal apontada como possível motivação do crime.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA