POLÍCIA

Missionárias faziam rodízio com chefões de facção e uma disparou: “Vou entrar na PCE só pra ele me bater”

Publicado em

Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso revelou conversas que apontam para uma suposta rotina de encontros íntimos entre integrantes de um grupo religioso e presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Segundo o relatório produzido pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), mulheres que participavam do projeto religioso Resgatando Vidas teriam utilizado o acesso à unidade prisional para manter contatos que, de acordo com os investigadores, iam além da assistência religiosa.

As informações foram obtidas a partir da análise de dados armazenados na conta digital de Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, uma das principais investigadas na Operação Fariseus.

Conversas revelam suposta divisão de presos

Entre as mensagens analisadas estão diálogos mantidos por integrantes de um grupo chamado “As Faixa Rosa Evangélica”.

Em uma das conversas, registrada em dezembro de 2025, as participantes mencionam diferentes presos e discutem entre si quem teria contato com determinados detentos. Os investigadores interpretaram o conteúdo como uma espécie de organização das visitas entre as mulheres.

Em outro diálogo, uma das integrantes afirma que pretendia visitar diferentes presos em dias separados. A justificativa apresentada seria evitar conflitos entre eles.

Segundo a investigação, as mensagens indicam que algumas das relações mantidas pelas mulheres com os detentos tinham caráter afetivo e sexual, além de demonstrarem proximidade com presos apontados como integrantes ou lideranças de uma organização criminosa.

Projeto religioso sob investigação

O acesso das mulheres à PCE ocorria por meio do projeto Resgatando Vidas, voltado à atuação religiosa dentro do sistema prisional.

Leia Também:  VEJA O VÍDEO: mulher é filmada agredindo criança e imagens provocam revolta nas redes

A Polícia Civil afirma que o grupo teria utilizado essa atividade como forma de estabelecer contato frequente com detentos. Além dos encontros pessoais, a investigação aponta suspeitas relacionadas ao envio de mensagens, repasses de informações, movimentações financeiras e outros tipos de apoio.

O caso foi incluído nas apurações da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil em julho de 2026.

Rhavenna é apontada como personagem central

Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida é apontada pelos investigadores como uma das principais figuras do esquema. Segundo a apuração, ela mantinha contatos próximos com presos e teria relacionamento com Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote”, que está detido há mais de duas décadas.

Relatórios policiais também mencionam trocas de mensagens, presentes, dinheiro e outros contatos entre Rhavenna e pessoas ligadas à facção investigada.

A investigação aponta ainda que ela teria procurado integrantes do grupo criminoso após sua residência ser furtada. Conforme as informações reunidas pelos investigadores, o objetivo seria localizar o responsável pelo crime.

Ministério Público denuncia seis pessoas

O Ministério Público de Mato Grosso apresentou denúncia contra seis investigados. A acusação envolve Rhavenna, a mãe dela, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, o detento Renildo da Silva Rios, além de Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi.

A Justiça recebeu a denúncia e os investigados passaram à condição de réus no processo relacionado à Operação Fariseus. A decisão foi tomada pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. (Estadão MT)

De acordo com a acusação, parte do grupo é investigada por suposto envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Leia Também:  OPERAÇÃO BOI BRABO: Polícia descobre que pai e filho se uniram para roubar gado em MT

Dinheiro e apoio a presos também estão na mira

Além das conversas de teor pessoal, os investigadores identificaram movimentações financeiras que teriam envolvido familiares e terceiros.

O material analisado aponta suspeitas de fracionamento de valores, depósitos e transferências, além da utilização de recursos para despesas pessoais e aquisição de bens.

A Polícia Civil também investiga a possibilidade de o projeto religioso ter sido utilizado para facilitar a comunicação entre presos e pessoas que estavam fora da unidade prisional.

Pai de Rhavenna morreu durante a investigação

O pastor Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna, também havia sido investigado no decorrer do caso. No entanto, ele morreu em 5 de setembro, durante o andamento das apurações.

Por causa da morte, o Ministério Público não apresentou denúncia contra ele. A Justiça determinou que a certidão de óbito seja apresentada para que a situação seja analisada formalmente no processo.

Outras quatro mulheres citadas nas investigações — Wiara Lima Cadore, Karolina Lopes Padilha, Jéssi Mariane Araújo dos Anjos e Laís Barbosa Lopes — foram indiciadas por falso testemunho, mas não fazem parte dos seis réus da ação principal. Segundo informações do processo, o Ministério Público pretende analisar separadamente a possibilidade de acordo com elas.

Rhavenna permanece presa preventivamente em processo separado. O caso segue sob investigação e tramitação na Justiça de Mato Grosso.

Se quiser, posso também transformar essa versão em uma matéria mais “viral” para o Terra MT Digital, com título bombástico, chapéu, subtítulo e legenda para Facebook/Instagram, sem perder o cuidado jornalístico.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA