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MT registra quase 1,3 mil desaparecimentos em sete meses; mais de 400 são crianças e adolescentes

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Mato Grosso registrou 1.310 ocorrências de desaparecimento de pessoas entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número representa uma média de quase seis desaparecimentos registrados por dia e aponta crescimento de 8,99% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os casos registrados neste ano, 405 envolvem crianças e adolescentes de até 17 anos, o equivalente a 30,9% do total. Na média, são quase dois registros envolvendo menores de idade todos os dias no estado.

Os dados são alimentados pelos estados e pelo Distrito Federal e repassados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Homens são maioria entre os desaparecidos

Do total de registros, 895 envolvem pessoas com 18 anos ou mais, correspondendo a 68,3% das ocorrências. Em outros dez casos, a idade da pessoa desaparecida não foi informada.

O levantamento também mostra predominância de homens entre os desaparecidos. Foram 867 registros do sexo masculino, o equivalente a 66,2% do total.

Já as mulheres representam 33,8% das ocorrências, com 443 casos registrados entre janeiro e julho.

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A taxa de desaparecimentos em Mato Grosso chegou a 56,85 registros para cada 100 mil habitantes no período analisado.

Maio liderou os registros

Entre os sete primeiros meses de 2026, maio foi o mês com maior número de desaparecimentos, com 208 ocorrências.

Na sequência aparece julho, com 201 registros. Março e abril tiveram 196 casos cada, enquanto junho contabilizou 190.

Janeiro registrou 169 desaparecimentos e fevereiro apresentou o menor número do período, com 150 ocorrências.

Números não significam que todos continuam desaparecidos

Apesar do número expressivo, o levantamento não significa que as 1.310 pessoas permaneçam desaparecidas.

Os dados do Sinesp contabilizam as ocorrências registradas durante o período e não apenas os casos que continuam em aberto. Dessa forma, parte das pessoas pode ter sido localizada posteriormente.

Ainda assim, os números chamam atenção para o volume de registros de desaparecimento no estado, especialmente entre crianças e adolescentes.

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