CUIABÁ

Promotor recusa bafômetro, é imobilizado em blitz e liberado no local em Cuiabá

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Boletim relata resistência à abordagem e sinais de consumo de álcool. Ocorrência será encaminhada ao procurador-geral de Justiça para apuração

O promotor de Justiça Thiago Marcelo Francisco dos Santos foi imobilizado durante uma blitz da Operação Lei Seca na madrugada de sábado (19), na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Segundo o boletim de ocorrência nº 2026.314702, ele resistiu à abordagem policial e, depois, recusou-se a fazer o teste do bafômetro. O promotor foi liberado no local após apresentar sua identificação funcional.

Conforme o registro policial, Thiago dirigia uma Fiat Toro quando parou no meio da avenida, diante das barreiras da fiscalização, desceu do veículo e começou a se afastar. Um sargento pediu que ele retornasse à caminhonete e a retirasse da pista, mas a orientação não teria sido atendida.

Durante a abordagem, os policiais relataram que o promotor apresentava olhos vermelhos, forte odor de bebida alcoólica e comportamento exaltado. Uma lata de cerveja teria sido encontrada na porta do motorista. Ainda segundo o boletim, ele se recusou a acompanhar os agentes até o ponto onde eram realizados os procedimentos da Lei Seca. Os policiais afirmam que utilizaram força para imobilizá-lo diante da resistência.

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Após ser contido, Thiago se identificou como membro do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Na área da fiscalização, recusou o bafômetro, e os sinais observados pelos agentes foram registrados em um termo de constatação. Ele não foi levado à delegacia.

O delegado Christian Cabral informou que a Polícia Militar liberou o promotor ainda na blitz e que ele não chegou a ser apresentado à Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito. O boletim de ocorrência e o termo de constatação foram entregues posteriormente à unidade. Segundo o delegado, os documentos e os demais elementos reunidos serão encaminhados ao procurador-geral de Justiça, responsável pelo prosseguimento da apuração envolvendo um membro do Ministério Público.

O MPMT informou que foi comunicado da ocorrência e acompanha o caso. A instituição afirmou que a liberação no local não encerra a apuração e que o promotor responderá por sua conduta conforme os procedimentos legais aplicáveis. Os sinais registrados pelos policiais e a recusa ao bafômetro não equivalem, por si só, à comprovação de que ele dirigia embriagado.

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