CRIME EM CÁCERES

Sargento da Marinha foi morto por engano em MT; criminosos queriam executar outra pessoa, confirma delegado

Publicado em

O primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi assassinado por engano durante um ataque a tiros na madrugada de terça-feira (30), em Cáceres, a 225 quilômetros de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, os criminosos pretendiam matar outra pessoa que havia estado na residência onde o militar estava.

A informação foi confirmada pelo delegado Diego Felipe da Silva de Toledo, responsável pela investigação. Conforme a apuração, o alvo dos executores teria ligação com uma facção criminosa rival à dos suspeitos envolvidos no ataque.

“Procede. O alvo era outra pessoa que esteve na casa. O alvo teria envolvimento com facção rival da dos executores, sendo o sargento assassinado por engano. Sargento não tinha nenhum envolvimento com ilícitos”, afirmou o delegado.

Ordem para matar teria partido de dentro da prisão

A hipótese de que Anderson não era o alvo dos criminosos já era considerada desde as primeiras horas da investigação. Agora, com o avanço das diligências, a Polícia Civil confirmou essa linha de apuração.

De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente de 16 anos apontado como autor dos disparos relatou que teria recebido ordens de integrantes de uma facção criminosa que estariam presos em unidades prisionais.

A determinação, segundo a versão apresentada pelo menor, seria executar dois homens que estariam na residência.

Leia Também:  IMAGENS FORTES: ônibus perde freio, invade rodoviária e deixa mortos e feridos; VEJA VIDEO

Antes do ataque, o adolescente teria ido até o imóvel e cortado a cerca elétrica, provocando o acionamento do sistema de alarme. Em seguida, escondeu-se em uma área de mata próxima e permaneceu em uma chamada de vídeo com os supostos mandantes.

Conforme o relato, quando Anderson saiu da casa para verificar o motivo do alarme, os criminosos teriam visto o militar pela câmera do celular e ordenado que o adolescente atirasse.

O sargento acabou atingido, embora, segundo o delegado, não tivesse envolvimento com atividades criminosas.

Seis adolescentes foram apreendidos e jovem de 19 anos foi preso

As diligências mobilizaram equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, da Força Tática, do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Durante a operação, um Volkswagen Polo branco foi abordado. No veículo estavam dois adolescentes, de 15 e 16 anos. Segundo a polícia, o mais novo teria conduzido o carro utilizado na ação, enquanto o de 16 anos é apontado como o responsável pelos disparos.

Ao todo, seis adolescentes foram apreendidos e um suspeito de 19 anos foi preso durante as diligências.

A arma que teria sido utilizada no homicídio foi localizada em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis. Uma adolescente de 14 anos foi apontada como responsável por guardar o armamento, enquanto outro adolescente, também de 16 anos, teria transportado a arma até o imóvel.

Leia Também:  STJ nega prisão domiciliar e mantém policial penal acusado de atirar em homem atrás das grades em MT

Duas adolescentes, de 15 e 17 anos, também são investigadas por supostamente prestar apoio ao grupo, ajudando a ocultar os envolvidos após o crime, facilitar a fuga e esconder a arma.

A Polícia Civil continua apurando o caso para esclarecer a participação individual dos suspeitos e identificar todos os responsáveis por ordenar o assassinato.

Militar foi baleado ao verificar o alarme

Anderson estava na residência com a namorada, na Rua da Pedagogia, no bairro Jardim Universitário, quando o sistema de segurança foi acionado após o rompimento da cerca elétrica.

Ao sair para verificar o que havia acontecido, o primeiro-sargento foi surpreendido pelos disparos. Ele foi atingido nas costas, no peito e em uma das mãos.

Mesmo ferido, tentou voltar para dentro da casa, mas caiu no quintal. A namorada e o filho dela conseguiram arrastá-lo para o interior do imóvel e acionaram o socorro.

O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas o militar já estava morto.

Desde o início das investigações, os registros policiais indicavam que Anderson não possuía passagens criminais. A confirmação de que ele teria sido confundido com outra pessoa reforça a linha investigativa de que o ataque tinha um alvo diferente.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA