Policia

Advogado é preso suspeito de participar de tortura e execução de jovem com 16 tiros e 15 facadas em Cuiabá

Publicado em

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Silenciar, que resultou na prisão do advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior, de 40 anos, investigado por envolvimento na tortura e no assassinato de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos. A vítima foi encontrada morta com 16 marcas de tiros e 15 golpes de faca, em novembro de 2024, em Cuiabá.

O advogado foi localizado e preso em sua residência, no bairro Pascoal Ramos, na capital mato-grossense. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como coautor do homicídio e suspeito de prestar suporte jurídico a integrantes de uma organização criminosa há anos.

A prisão foi realizada após a conclusão do inquérito conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT).

Jovem teria sido torturado e executado por suspeita de passar informações à polícia

O crime aconteceu na madrugada de 8 de novembro de 2024, no bairro Recanto da Siriema, em Cuiabá.

Leia Também:  Caso de Polícia: Cancelou a Netflix, mas cobranças continuaram por mais de um ano; homem suspeita de acesso indevido

O corpo de Gabriel Martins Pereira foi encontrado por volta das 6h, caído no meio de uma rua, apresentando 16 marcas de disparos de arma de fogo e 15 ferimentos provocados por faca.

Conforme as investigações, o assassinato teria sido motivado por vingança. Integrantes de uma organização criminosa suspeitavam que Gabriel havia repassado informações às forças de segurança, o que teria contribuído para a apreensão de uma quantidade significativa de drogas pela Polícia Militar.

A partir dessa suspeita, o jovem teria sido submetido a tortura antes de ser executado.

Quatro investigados foram indiciados

A Operação Silenciar foi deflagrada para cumprir quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, sob responsabilidade do juiz André Barbosa Guanaes Simões.

Além do advogado, outros dois investigados tiveram os mandados cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde já estavam presos por outros crimes.

O quarto suspeito, apontado como responsável por aplicar punições internas na organização criminosa à época dos fatos, continua foragido.

Leia Também:  Agressor quebra dente da esposa com murro e acaba preso em MT

Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou análises de imagens, perícias, dados de monitoramento eletrônico e informações de inteligência para reconstruir a dinâmica do homicídio.

Os quatro suspeitos foram indiciados, com a individualização das condutas atribuídas a cada um.

A Polícia Civil continua trabalhando para localizar o investigado foragido. As responsabilidades criminais dos envolvidos ainda dependem de decisão definitiva da Justiça.

Terra MT Digital — Informação com responsabilidade.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA