FEMINICÍDIO

Caso Beatriz: perícia investiga possível gravidez e tenta esclarecer detalhes do feminicídio em MG

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Beatriz Vitória, de 27 anos, foi assassinada e teve o corpo enterrado em uma área rural. Ex-namorado e atual companheira dele estão presos, suspeitos de participação no crime.

A investigação sobre a morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, ganhou um novo desdobramento. Exames do Instituto Médico Legal (IML) deverão esclarecer se a jovem estava grávida quando foi assassinada em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A possibilidade foi levantada por familiares da vítima, mas ainda não há confirmação. Segundo o irmão de Beatriz, Maxwell Mota, a mãe e as irmãs também desconfiavam de uma possível gestação. Agora, a família aguarda os resultados da perícia.

O delegado Alexandre Fonseca afirmou que os exames complementares poderão confirmar ou descartar a suspeita. A análise também deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte, inclusive a possibilidade de uso de substâncias químicas, como soda cáustica.

Corpo foi encontrado enterrado em área rural

Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro, quando saiu de um bar em Jaboticatubas e entrou em um Volkswagen Up branco. Antes de sair, ela teria avisado aos amigos que retornaria em poucos minutos.

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O corpo foi localizado na quarta-feira (21), enterrado em uma área rural do município. Durante as buscas, os investigadores encontraram objetos que ajudaram a relacionar o local à jovem, incluindo sandálias e uma capa de celular.

Segundo a Polícia Civil, a existência de uma cova preparada previamente também é investigada como possível indício de planejamento do crime.

Ex-namorado e atual companheira estão presos

A Polícia Civil investiga o ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual companheira dele, Carla Luíza da Silva, de 23, por suspeita de participação no feminicídio e na ocultação do corpo.

A principal linha de investigação aponta para uma desavença entre Beatriz e a atual namorada do ex-companheiro, com ciúmes como possível motivação.

De acordo com o delegado, Samuel confirmou que dirigia o veículo e que buscou Beatriz no bar, mas atribuiu à adolescente que estava com o grupo o planejamento e a execução do crime. Carla permaneceu em silêncio durante o depoimento, conforme as informações divulgadas.

A adolescente, de 15 anos, é tratada inicialmente como testemunha, mas a possível participação dela ainda é apurada. O celular da jovem foi apreendido para análise.

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Investigação busca esclarecer todos os detalhes

Além da suspeita de gravidez, os exames periciais deverão contribuir para esclarecer como Beatriz foi morta e se houve utilização de produtos químicos. A Polícia Civil também busca determinar o grau de participação de cada investigado.

A família afirma que espera justiça pela morte da jovem. Enquanto isso, os resultados da perícia são aguardados para confirmar ou descartar as hipóteses levantadas durante a investigação.

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