FEMINICÍDIO

Homem condenado por matar ex-namorada volta à prisão suspeito de assassinar esposa

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Um homem de 32 anos foi preso preventivamente suspeito de matar a própria esposa, de 52 anos, após uma discussão em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na quarta-feira (21) e chamou a atenção pelo histórico do investigado, que estava em liberdade condicional havia nove meses após ser condenado por outro feminicídio cometido em 2016.

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu na residência da vítima, localizada no bairro Parque da Cidadania. Conforme os depoimentos colhidos durante a investigação, o casal mantinha um relacionamento havia aproximadamente seis meses, marcado por conflitos.

Após a ocorrência, o homem foi preso preventivamente e permanece à disposição da Justiça. O caso foi registrado como feminicídio e é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José do Rio Preto.

Condenado por outro feminicídio

O histórico criminal do suspeito é um dos pontos que mais chamam a atenção no caso. Em 2016, ele foi condenado pelo assassinato da ex-namorada, Fernanda Aparecida da Silva, que tinha 18 anos na época. O crime ocorreu em Pitangueiras, também no interior paulista.

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Segundo informações do processo, o relacionamento dos dois era conturbado e havia sido retomado pouco antes do assassinato. Na ocasião, o homem teria convidado a jovem para acampar em uma área de mata.

Conforme os autos, a vítima foi amarrada e teve os olhos vendados antes de ser atacada com golpes de faca.

Em 2018, o acusado foi condenado a 24 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Posteriormente, após recurso apresentado à Justiça, a pena foi reduzida para 14 anos.

Suspeito havia deixado a prisão em 2026

Em janeiro de 2026, o homem obteve o benefício da liberdade condicional. A decisão levou em consideração fatores como bom comportamento, frequência escolar e participação em atividades de trabalho durante o período de prisão, segundo as informações divulgadas.

Nove meses depois, ele voltou a ser preso, desta vez suspeito de envolvimento na morte da atual companheira.

A nova ocorrência reacendeu a atenção para o histórico do investigado e para as circunstâncias que levaram à morte da mulher.

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Investigação continua

A Polícia Civil apura a dinâmica da discussão e as circunstâncias em que a vítima foi ferida. O homem foi preso preventivamente enquanto as autoridades dão andamento aos procedimentos investigativos.

O caso foi registrado como feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil de São Paulo.

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