PESO NO BOLSO

Tomate dispara 24,54%, cebola sobe 13,63% e alimentos pesam em outubro no bolso dos brasileiros

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Fazer compras no supermercado ficou mais caro em outubro, com aumentos expressivos em produtos básicos da alimentação dos brasileiros. O grupo de alimentos e bebidas registrou inflação de 0,88%, mais que o dobro dos 0,40% observados em setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23).

A pressão veio principalmente dos alimentos consumidos dentro de casa, cuja alta passou de 0,38% para 1,01% no período. Entre os principais destaques estão produtos bastante presentes na mesa das famílias, como tomate, cebola, batata e arroz.

O tomate liderou os aumentos, com disparada de 24,54%. A cebola ficou 13,63% mais cara, enquanto a batata-inglesa subiu 10,96%. Já o arroz registrou aumento de 5,80%.

Alimentos pressionam a inflação

O avanço dos preços dos alimentos teve impacto importante no resultado da prévia da inflação oficial, o IPCA-15. Sozinho, o grupo de alimentação e bebidas contribuiu com 0,19 ponto percentual para a alta geral de 0,32%, a maior contribuição entre os grupos pesquisados.

Nem todos os produtos, porém, ficaram mais caros. A cenoura teve queda de 10,67%, enquanto as frutas recuaram, em média, 1,37%. O café moído também ficou mais barato, com redução de 1,16%.

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As quedas, entretanto, não foram suficientes para compensar os aumentos registrados em outros itens da alimentação.

Comer fora também ficou mais caro

Quem costuma fazer refeições fora de casa também sentiu o impacto. A alimentação fora do domicílio subiu 0,56% em outubro. As refeições tiveram aumento de 0,61%, enquanto os lanches ficaram 0,66% mais caros.

Inflação geral desacelera

Apesar da aceleração dos alimentos, a inflação geral apresentou desaceleração. O IPCA-15 passou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro.

Entre os fatores que ajudaram a conter o indicador estão a queda de 0,89% na energia elétrica residencial, favorecida pelo retorno da bandeira tarifária verde, e o recuo de 9,24% nas passagens aéreas.

De janeiro a outubro, o IPCA-15 acumula alta de 4,15%. Isso significa que, apesar da desaceleração mensal da inflação geral, os preços continuam subindo, enquanto os alimentos voltam a pressionar o orçamento das famílias brasileiras.

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