DESPEDIDA MARCADA PELA DOR

Família terá apenas 30 minutos para se despedir de jovem morta em crime brutal em MG

Publicado em

A família de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, terá apenas 30 minutos para se despedir da jovem, encontrada morta em uma área rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O velório e o sepultamento estão previstos para esta sexta-feira (23), das 17h às 17h30, no Cemitério Municipal da cidade.

Segundo Marcus Torres, advogado da família, o tempo reduzido da cerimônia está relacionado ao estado em que o corpo foi encontrado, em avançado estágio de decomposição. A defesa também informou que há suspeita de uso de soda cáustica após o crime.

Devido às condições do corpo, não foi possível realizar os procedimentos de conservação e preparação para um velório convencional.

Corpo foi encontrado em cova rasa

Beatriz estava desaparecida desde 9 de outubro. O corpo foi localizado na quarta-feira (21), enterrado em uma cova rasa na zona rural de Jaboticatubas, quase duas semanas após o desaparecimento.

A identificação foi confirmada depois que uma perita reconheceu uma tatuagem na perna da vítima. A imagem foi encaminhada ao irmão da jovem, que confirmou que se tratava de Beatriz.

Leia Também:  Corpo de recém-nascida é abandonado dentro de lixeira de condomínio

No mesmo dia, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23, foram presos suspeitos de envolvimento no crime. O caso é investigado como feminicídio.

Polícia apura possível motivação

A principal linha de investigação aponta para uma possível desavença entre Beatriz e Carla, atual companheira de Samuel. Segundo a Polícia Civil, ciúmes ou inconformidade com o relacionamento anterior podem ter motivado o assassinato.

Durante uma coletiva de imprensa, os investigadores informaram que mensagens encontradas nos celulares dos dois adultos indicariam planos de fazer uma tatuagem conjunta em referência à morte da jovem. A polícia também apontou que a existência de uma cova preparada previamente é um indício de possível premeditação.

Samuel admitiu que estava no carro que buscou Beatriz, mas atribuiu à adolescente de 15 anos, que levou os investigadores até o local onde o corpo estava enterrado, a responsabilidade pelo planejamento e pela execução. A Polícia Civil contesta essa versão e afirma que os elementos reunidos indicam possível participação dos três.

Leia Também:  OLHO POR OLHO: Homem foge de blitz; troca tiros com a PM e é baleado em MT

Carla optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. A participação de cada suspeito segue sob investigação.

Família cobra justiça

O irmão de Beatriz, Maxwell Mota, relatou o sofrimento da família durante os dias de desaparecimento e após a confirmação da morte. Ele também afirmou que pretende buscar justiça e elogiou o trabalho dos investigadores.

A possibilidade de que Beatriz estivesse grávida também foi levantada por familiares, mas ainda não foi confirmada. Segundo o delegado Alexandre Fonseca, exames do Instituto Médico Legal poderão esclarecer a questão.

A investigação continua, com análise de celulares, exames periciais e aprofundamento dos depoimentos para esclarecer as circunstâncias do crime e a participação dos suspeitos.

Enquanto aguarda respostas, a família se prepara para uma despedida marcada pelo pouco tempo disponível e pela dor de uma morte que abalou a comunidade.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA