POLÍCIA

Delegado é acusado de blindar empresário por assassinatos; veja os alvos

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Legenda: FOTO- FOLHA MAX

O produtor rural Agenor Vicente Pelissa é um dos presos pelo Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) durante as diligencias realizadas pela "Operação Insídia", na manhã desta quinta (27). A ação  deflagrada na manhã de hoje investiga o sumiço de 6 pessoas, com indício de execução, em União do Sul (647 quilômetros de Cuiabá).

 

Além de Pelissa, que é proprietário da Fazenda Promissão e da empresa Agropel, foram presos também os policiais Dos Santos, Marçal e Cesaro. São cumpridos também mandados de busca e apreensão contra o delegado regional de Sinop (a 500 km de Cuiabá), Douglas Turíbio Schutze.

 

Sobre Turíbio, as informações são de que ele teria atuado para que o produtor rural não fosse investigado pelos possíveis assassinatos.

 

Foram cumpridas diversas medidas cautelares de prisões e de buscas e apreensões em municípios da região norte do estado e em Tocantins.  As prisões temporárias foram decretadas pelo juízo da comarca local, com prazo de trinta dias, podendo ser prorrogadas por igual período. 

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APURAÇÃO

 

As investigações apuram os fatos ocorridos no dia 18 de abril deste ano, em uma fazenda no município de União do Sul. Naquele local, foram encontrados diversos veículos com perfurações, estojos, munições, além de manchas de sangue e objetos pessoais, sem qualquer registro ou informação do que teria acontecido. 

 

Após a realização de dezenas de diligências, perícias técnicas, buscas pelos corpos, oitivas de testemunhas e de pessoas envolvidas, as investigações apontaram para a execução de pelo menos seis pessoas, seguidas da ocultação dos respectivos cadáveres. Entre as vítimas está um funcionário da fazenda que trabalhava no local onde o fato ocorreu. 

 

Além dos homicídios, são apurados outros possíveis crimes conexos, como cárcere privado, constituição de milícia privada, corrupção ativa e passiva. 

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As ações foram realizadas com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso, Polícia Civil do Estado de Tocantins e Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso.

 

As investigações seguem em andamento.

Fonte: FOLHA MAX

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