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Caso Bryan: Mãe confessa ter matado bebê de quatro meses desenterrado por cachorro em Sorriso

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A mãe do bebê de quatro meses desenterrado por um cachorro no quintal de uma casa no município de Sorriso, no Mato Grosso, nesta segunda (17), confessou ser a responsável pela morte da criança. Ela tem 22 anos, foi detida em Rondônia na terça-feira (18) e reencaminhada para o estado mato-grossense, onde na sexta-feira (21) prestou depoimento ao Delegado Getúlio José Daniel, responsável pelas investigações do caso.

De acordo com a Polícia Civil, ao ser confrontada com as evidências coletadas até o momento, Ramira Gomes da Silva assumiu a autoria do crime, mas não detalhou as circunstâncias em que o recém-nascido foi assassinado e afirmou que ocultou o corpo da criança ‘inteiro’ e não com membros mutilados como encontrado pela perícia.

A suspeita segue à disposição da Polícia Civil de Sorriso na delegacia onde pode ser ouvida mais uma vez elucidando a própria narrativa e respondendo perguntas ainda sem respostas, por exemplo, onde estaria os braços e pernas de Bryan e o motivo que a levou cometer o crime contra o próprio filho.

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Nos próximos dias Ramira deverá ser conduzida a uma unidade prisional feminina na capital do estado, Cuiabá, onde ficará à disposição da justiça até conclusão do inquérito.

PERÍCIA

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) constatou que Bryan foi lesionado na região do pescoço, sofreu traumatismo craniano e teve os braços removidos do corpo por um ser humano (e não pelo cachorro como suspeitado).

As lesões apontam que esganadura ou uma pancada na região da cabeça pode ter sido a causa da morte do bebê de apenas quatro meses.

A Politec esteve duas vezes na residência em que o corpo foi encontrado. No primeiro momento quando o corpo foi desenterrado pelo cachorro, na tarde da segunda-feira (17). Em um segundo momento em que o delegado Getúlio solicitou uma nova investigação técnica na terça-feira (18), na ocasião os peritos utilizaram luminol, reagente químico que detecta vestígios de sangue mesmo após a lavagem do local.

Assim detectaram na casa de Ramira vestígios de sangue na pia e no ralo do banheiro.

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Os investigadores trabalham com a suspeita de que o bebê tenha sido esquartejado na pia, depois lavado no banheiro e o sangue jogado no ralo.

Existe uma outra suspeita quanto aos membros removidos do corpo, acredita-se que tenham sido jogados no vaso sanitário.

A PRISÃO

A suspeita que também tem uma filha de quatro anos que mora com a avó materna foi capturada na última terça-feira (18) em uma tentativa de fuga para o Estado do Amazonas utilizando um barco. As autoridades policiais não têm conhecimento da identidade do pai.

A mulher, de 22 anos, identificada como Ramira Gomes da Silva, declarou aos policiais civis de Rondônia que enquanto dormia o recém-nascido teria engasgado no próprio vômito e morrido. Acordando, a criança já estava morta e teria enterrado no quintal da residência.

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