fatalidade

Cartas de jovem morta por maníaco emocionam e revelam sonhos interrompidos; ‘eu quero viver’

Publicado em

Amigos e familiares de Nathaly Gonçalves dos Santos, de 19 anos, compartilharam nas redes sociais cartas escritas pela jovem antes de sua morte. Os textos, marcados por sensibilidade e fé, revelam uma personalidade sonhadora, que enfrentava inseguranças, mas mantinha o desejo de viver e seguir em frente.

 

Nathaly morreu após ser atropelada por um homem de 22 anos, na BR-163, entre os municípios de Sinop e Itaúba, em Mato Grosso. Após o atropelamento, o condutor colocou a vítima dentro do carro e, na sequência, se envolveu em um acidente que resultou na morte de ambos. O caso, que envolve uma sequência de crimes em poucas horas, provocou forte repercussão e indignação nas redes sociais.

 

Nos escritos divulgados, a jovem expressa seus planos e frustrações diante da vida. Em um dos trechos, ela relata:

 

“Eu sou do tipo bem sonhadora, sempre sonhei em estudar, trabalhar e principalmente fazer faculdade… mas a vida tem me ensinado que nem sempre é como queremos, e nem tudo é no nosso tempo, e sim no tempo de Deus.”

Leia Também:  Idoso é encontrado morto dentro de casa em cidade de MT

Em outro momento, Nathaly revela angústias comuns à juventude, como comparações e incertezas, mas reforça a fé como sustentação emocional.

 

“É frustrante ver todo mundo vivendo o que você queria… e pensar ‘por que Deus parou de olhar pra mim?’ […] então eu peço: Deus, conforta meu coração, me dá paciência para compreender o seu plano para mim.”

 

Um dos trechos que mais emocionaram quem acompanhou a história mostra o conflito entre o cansaço emocional e a vontade de continuar vivendo.

 

“Um dia você pensa: eu quero morrer… e aí você pensa bem baixinho: na verdade eu quero um sorvete, um cochilo, ir ao show do meu cantor favorito… quero caminhar, ver meus amigos… eu quero viver.”

Ao divulgarem as cartas, amigos destacaram que os textos vão além de simples lembranças e representam a essência da jovem.

 

“Essas cartas não são apenas lembranças; são provas vivas de quem ela sempre foi. Alguém que, mesmo machucada, escolhia continuar. Que mesmo insegura, ainda sonhava. Que mesmo cansada, permanecia firme”, diz a publicação.

Leia Também:  Motoqueiro fica ferido após colidir com caminhão estacionado em rodovia

 

Segundo os familiares, reler os escritos é como ouvir a própria voz de Nathaly atravessando o tempo, reforçando a força e a esperança que ela carregava.

Anúncio

MAIS LIDAS DA SEMANA