CUIABÁ

Juiz solta com tornozeleira suspeito de roubar mulher em ponto de ônibus em Cuiabá e manda apurar suposta agressão de policiais

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Ladrão ameaçou atirar na vítima e deixou o próprio celular cair na fuga; ele foi localizado no bairro Altos da Serra

O juiz Cássio Leite de Barros Netto, da Comarca de Cuiabá, concedeu liberdade provisória com tornozeleira eletrônica a um suspeito preso por roubar uma mulher em um ponto de ônibus na capital. Na mesma decisão, o magistrado mandou investigar uma suposta agressão de policiais contra o preso.

O roubo aconteceu na tarde de quarta-feira (21), em um ponto de ônibus perto do Condomínio Belvedere 2, próximo à Praça Maria de Lourdes. O suspeito chegou de moto, anunciou o assalto e ameaçou atirar se a vítima não entregasse a bolsa. Ela chegou a resistir por acreditar que ele fingia estar armado, mas acabou entregando a bolsa, com documentos, cartões, celular e chaves.

Na fuga, o ladrão deixou o próprio celular cair, e a vítima o entregou à polícia. Por meio de câmeras de segurança, os investigadores identificaram a moto e chegaram ao dono, que disse ter emprestado o veículo ao suspeito e contou que o amigo havia comentado sobre o roubo.

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O suspeito foi localizado no bairro Altos da Serra, confessou o crime e disse que tinha jogado um dos cartões da vítima em um quintal – o cartão foi encontrado quebrado. Segundo os policiais, ele resistiu e foi necessário o uso moderado da força para algemá-lo.

Decisão

Na audiência de custódia, na quinta-feira (22), o juiz manteve a legalidade do flagrante, mas concedeu liberdade provisória com medidas cautelares: tornozeleira eletrônica por 90 dias, recolhimento domiciliar das 21h às 6h nos dias de semana e integral do fim de semana (das 21h de sexta às 6h de segunda), além de restrições de deslocamento e obrigação de comparecer a todos os atos do processo. O descumprimento pode levar à prisão preventiva.

Na decisão, o magistrado reconheceu que o crime é grave por natureza, mas afirmou que a gravidade abstrata, sozinha, não justifica a prisão preventiva. Ele também considerou antigas as seis passagens do suspeito por atos infracionais semelhantes a roubo, registradas entre 2018 e 2020, quando ainda era adolescente.

Suposta agressão

Durante a audiência, o preso afirmou ter sido agredido por policiais da Polícia Civil dentro de uma residência. O juiz entendeu que, naquele momento, não havia prova da ligação entre as lesões e a conduta dos agentes, mas enviou cópia do processo à Corregedoria de Polícia e pediu exame de corpo de delito. A Polícia Judiciária Civil foi procurada pela reportagem original, mas não havia se manifestado.

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Com informações do RepórterMT.

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