Imprudência fatal

Motociclista atropelado por empresário morre no HMC após 9 dias

Publicado em

No dia do acidente, o causador trafegava na contramão e fugiu ser dar socorro

Nove dias após ser atropelado pelo empresário Max Leander Martins Costa, motorista de um Jeep Compass, no bairro Coophema, em Cuiabá, o motociclista José Chaves Leite, de 58 anos, morreu no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde estava internado em estado grave, na noite desta segunda-feira (23). O acidente foi registrado no dia 15 de dezembro e envolveu duas motocicletas que foram arrastadas pelo Jeep conduzido pelo empresário. Ele fugiu sem prestar socorro.

 

De acordo com a Polícia Civil, José pilotava uma Honda Start e havia acabado de sair do trabalho. Ele estava trafegando pela Avenida Engenheiro Quidango Marino Santos da Fonseca, antes da ponte, sentido bairro

 

Praierinho, no momento em que o condutor do Jeep Compass invadiu a contramão e colidiu de frente, primeiro numa motocicleta Honda/CG 125 Fan KS e, em seguida, na motocicleta de José.

Com o impacto, os dois pilotos caíram em uma ribanceira. O motorista do Jeep não prestou socorro e fugiu do local do acidente, arrastando a Honda até a porta do Condomínio Chapada das Dunas, onde ele mora. José sofreu fratura exposta, evoluiu para pneumonia e teve parada cardiorrespiratória nesta segunda-feira. Na data do fato, foi registrado um acidente com lesão corporal e omissão de socorro.

Leia Também:  Vereador Vidal tem santuário de animais atacado por vândalos

Por meio de nota escrita por seus representantes jurídicos, ele afirmou que estava providenciando suporte aos familiares das vítimas. “Em decorrência de mal súbito do condutor, ocasionou a perda momentaneamente do controle do veículo e, em razão disso, ocorreu a colisão com duas motocicletas. Todavia, devido à gravidade do mal-estar, o condutor não conseguiu perceber imediatamente a extensão do ocorrido e segui meu trajeto. Somente no dia seguinte, ao ir ao estacionamento do prédio e verificar que o veículo apresentava danos visíveis, foi compreendido que poderia ter me envolvido em um acidente de trânsito” , traz nota.

 

Em outro trecho, a defesa afirma que o empresário não detém de registros criminais.

“De imediato buscou as informações e familiares para providenciar o suporte financeiro inclusive acionando o seguro que independente da culpa do condutor ressarci todos os danos e prejuízos as famílias. Se compromete com os familiares no que for possível para amenizar o ocorrido. Não detém registros criminais, e nunca saiu de casa para causar acidentes” , diz a nota.

Leia Também:  Imóveis residenciais com valor venal de até R$ 47,5 mil têm direito à isenção do IPTU

 

A Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), da Polícia Civil, segue investigando o caso.

Anúncio [the_ad_group id="28079"]

MAIS LIDAS DA SEMANA