CONFUSÃO

Servidora do TJMT invade casa de investigador após descobrir suposta traição e acaba detida em MT

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Mulher teria ido ao condomínio com outra suspeita após receber imagens íntimas e comprovantes de transferências envolvendo o ex-namorado

Uma servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que atua como gestora de uma vara no Fórum de Cuiabá, foi detida após uma confusão na residência do ex-namorado, um investigador da Polícia Civil. O caso ocorreu no dia 12 deste mês, em um condomínio no bairro Jardim Imperial, na capital.

Conforme o registro policial, a mulher teria ido ao local acompanhada de outra suspeita, identificada pelas iniciais A.A., que afirmou manter um relacionamento com o investigador. A servidora acabou contida por seguranças do condomínio até a chegada da Polícia Militar.

Imagens íntimas teriam motivado confronto

Em depoimento, a servidora relatou que recebeu uma ligação de A.A., que queria conversar sobre o policial, identificado pelas iniciais M.F.L.S. Segundo ela, o relacionamento com o investigador havia terminado cerca de duas semanas antes.

A outra mulher afirmou que mantinha um caso com o agente desde setembro de 2025 e que havia passado a noite anterior com ele.

Durante um encontro em um posto de combustíveis, A.A. teria mostrado à servidora capturas de tela de transferências financeiras feitas pelo policial a uma terceira mulher, além de imagens íntimas e um vídeo de relações sexuais.

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Após ver o material, a servidora decidiu confrontar o ex-namorado e aceitou acompanhá-la até o condomínio.

Versões diferentes sobre a entrada no condomínio

Segundo o relato da servidora, ao chegar à portaria, ela foi informada de que não tinha mais autorização para entrar. O policial também teria dito, por telefone, que não estava em casa.

Como a acompanhante não possuía cadastro no residencial, a entrada teria sido permitida apenas para que as duas retornassem. Ainda conforme a versão da mulher, A.A. insistiu que o investigador estaria mentindo e sugeriu que fossem até a residência.

As duas bateram à porta, mas o policial não abriu. A servidora afirmou que tentou sair do condomínio com a acompanhante, mas encontrou a saída fechada.

Já o investigador contou à Polícia Militar que não autorizou a entrada da ex-namorada e que, pouco depois, recebeu a informação de que as duas teriam rompido a cancela e seguido até sua casa.

De acordo com a versão do agente, as mulheres passaram a bater à porta e exigir que ele saísse. Ele também afirmou que elas pularam um portão de aproximadamente 1,9 metro e golpearam a janela do quarto, enquanto proferiam ofensas.

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O policial permaneceu dentro do imóvel até a chegada dos seguranças, que teriam encontrado resistência das mulheres para deixar o local.

Servidora relata suposta violência durante relacionamento

A servidora também declarou que havia retomado o relacionamento com o investigador no final de fevereiro, após um namoro anterior. Ela afirmou ter sofrido um episódio de violência durante a relação, mas disse que não procurou as autoridades por medo, já que o ex-companheiro é policial civil.

A mulher alegou ainda que descobriu recentemente que o investigador estaria prejudicando sua imagem. As declarações fazem parte do relato apresentado por ela e não há, nas informações divulgadas sobre a ocorrência, confirmação independente dessas alegações.

Mulher foi liberada após registro da ocorrência

Após a confusão, a servidora foi encaminhada à base da Polícia Militar, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Ela foi liberada e se comprometeu a comparecer ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Cuiabá. O caso deverá seguir os trâmites legais para apuração dos fatos e das versões apresentadas pelos envolvidos.

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