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Justiça torna réu pai que matou próprio filho para “punir” ex em MT

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A Justiça tornou réu o segurança Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, acusado de matar o próprio filho, Davi Lucca, de 2 anos, no dia 2 de janeiro, em Sorriso (MT). Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento com a mãe da criança, encerrado cerca de duas semanas antes do fato.

De acordo com a denúncia, o menino foi sufocado após o pai ter uma crise de ódio ao ver uma foto da ex-companheira com um amigo. Informações da Polícia Civil apontam que o suspeito alegou em interrogatório que não se lembra de ter matado o filho, afirmando recordar apenas que escreveu mensagens no celular e uma carta enquanto consumia bebida alcoólica com energético.

Conforme os autos, Rairo teria colocado o menino no colo, com o rosto voltado para uma coberta, pressionando-o até causar o sufocamento. Após o ocorrido, ele ainda teria tentado tirar a própria vida, sendo impedido por vizinhos. Pai e filho foram levados ao hospital, mas a criança não resistiu.

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O acusado deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e dissimulação. Há também pedido de fixação de indenização mínima no valor de R$ 1 milhão à família da vítima.

Na decisão que manteve a prisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos, ressaltando que o denunciado, além de genitor, era responsável pela segurança do menor no momento do crime. O juiz pontuou ainda que não há elementos capazes de alterar o status atual da custódia, razão pela qual o réu segue detido.

O caso gerou forte comoção em Mato Grosso e segue em tramitação na Justiça.

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