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Moradores vizinhos a laticínio sofrem com vazamento de gás amônia

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Militares do Corpo de Bombeiros da 13ª CIBM fizeram na noite de ontem (09) trabalho de contenção do vazamento de gás amônia de um laticínio localizado na esquina das Avenidas Brasil com a Tocantins. Os militares chegaram em duas viaturas para realizar, inclusive, atendimento a eventuais vítimas.
Alguns moradores das imediações se reuniram para protestar e reclamar do descaso com que o assunto é abordado. Não é de hoje que eles reclamam, por exemplo, do mal cheiro proveniente da indústria. Não bastasse o odor proveniente da produção de lácteos, agora a situação fica ainda mais grave com o vazamento da amônia.
“Nesses últimos dois dias estamos sentindo um cheiro diferente e hoje ficou mais forte. Estávamos jantando lá em casa e de repente entupiu nariz”, relatou um dos moradores, acrescentando que alguns moradores foram até os fundos do estabelecimento e encontraram alguns funcionários do laticínio, que relataram sobre o vazamento. “A gente ficou preocupado, porque tem crianças, idosos na região”, emendou.
Uma moradora ficou com alergia na pele. Ela também reclamou que alguns partes do corpo também apresentaram inchaço provocado após aspirar a amônia. “Eu tive alergia, foi instantâneo”, reclamou.
“È horrível o cheiro, mas a gente até ficou quieto, mas esse gás pode provocar mal pra nossa saúde, até matar”, alertou a moradora.
O subcomandante do Corpo de Bombeiros, tenente Gustavo Correia, informou que funcionários da empresa fizeram um impreviso na tubulação para reter o vazamento. Porém, no período noturno e em clima fresco, o gás aparece no ar com mais intensidade.
O militar informou que uma equipe do Batalhão de Defesa Ambiental vai se deslocar a Lucas do Rio Verde nesta quinta-feira para fazer o reparo adequado e definitivo da tubulação.
Correia também disse que, dentro do procedimento adequado, será informado ao Ministério do Trabalho sobre a ocorrência. O órgão deverá realizar fiscalização verificando as condições de insalubridade relacionada as condições de trabalho.
Em relação a retomada do trabalho de reparo da tubulação afetada, tenente Correia informou que os moradores novamente sentirão um pouco do cheiro. O oficial militar adiantou que o local será isolado para que os trabalhos aconteçam de forma ágil para minimizar os efeitos do gás tóxico.

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