GERAL
Retirada de invasores de terras indígenas segue em curso, diz Marina
Terras indígenas (TIs) ameaçadas por invasores e atividades como garimpo devem sofrer novas operações para desintrusão dos não indígenas, informou neste sábado (5) a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Segundo ela, as medidas prévias necessárias para iniciar a desintrusão estão em curso. Em março deste ano, o governo federal prometeu retirar os não indígenas de pelo menos seis TIs.

“Quando começa? Existem questões que envolvem inteligência e aspectos de segurança que você não fica falando antecipadamente o dia que vai começar a operação quando você lida com criminosos. Então, esse processo está em curso”, informou Marina.
Desde fevereiro, o Brasil viu diferentes processos de retirada de invasores de territórios indígenas, como no caso da TI Yanomami e da TI Alto Rio Guamá, no Pará, que concentra cerca de 2,5 mil indígenas das etnias Tembé, Timbira e Kaapor, ondem viviam também outros 1,6 mil não indígenas.
Dados recentes do sistema de satélites de monitoramento da Amazônia indicaram que não tem havido o avanço de novos garimpos na TI Yanomami após as operações na região.
Porém, outros territórios, como os dos mundukuru e dos kayapó, seguem sem operações para desintrusão de invasores. As TI dessas duas etnias estão entre as com maior número de pistas de pouso clandestinas identificadas por levantamento do MapBiomas.
Segundo Marina Silva, a desintrusão de não indígenas de TIs foi colocada como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, por isso, tem sido feito um trabalho conjunto pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos, para definir a forma de atuação. “Agora estamos numa fase muito difícil que é aquela fase em que uma parte [dos invasores] é envolvida com as organizações criminosas”, destacou.
A ministra defendeu a retirada de não indígenas de TIs mesmo quando não se tratar de pessoas envolvidas com crime. Segundo ela, usa-se o argumento da questão social para defender a manutenção dessas comunidades. “O que tem que se fazer com as populações que estavam lá é dar um encaminhamento. Mas tem que ficar bem claro que era uma invasão indevida”, afirmou.
Marina Silva falou com a imprensa após participar, neste sábado, do painel Mulheres pelo Bem Viver: Justiça Climática e Combate às Desigualdades, no evento Diálogos Amazônicos, que ocorre neste final de semana. Participaram do encontro também as ministras da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco e a presidente da Funai, Joenia Wapichana.
Os Diálogos Amazônicos são um evento prévio à Cúpula da Amazônia. Ambos ocorrem em Belém, sendo os Diálogos responsáveis pela produção das propostas da sociedade civil a serem apresentadas aos presidentes dos países amazônicos participantes da cúpula.
Fonte: EBC GERAL
-
LUCAS DO RIO VERDE3 dias agoHomem tenta matar mulher com tijoladas na cabeça e acaba preso pela GCM; a vítima está grave
-
LUCAS DO RIO VERDE5 dias agoVídeo mostra briga entre alunas de escola militar após saída das aulas em Lucas do Rio Verde
-
LUCAS DO RIO VERDE3 dias ago“Bibi Perigosa”: saiba quem é a mulher espancada a tijoladas que está entre a vida e a morte em Lucas do Rio Verde
-
LUCAS DO RIO VERDE5 dias agoURGENTE: Jovem que trabalha em Lucas do Rio Verde desaparece após sair de casa de moto em Sorriso
-
POLÍCIA3 dias ago“Ele vai me matar”: jovem pede socorro à mãe minutos antes de assassinato com bebê
-
MUNDO4 dias agoAdolescentes usam buracos em tábuas para fazer sexo ao ar livre em festa clandestina; vídeo
-
LUCAS DO RIO VERDE5 dias agoSuspeito preso em megaoperação da Polícia Civil de Lucas vivia vida de luxo em SC; veja detalhes
-
LUCAS DO RIO VERDE4 dias agoPai e filho de 13 anos ficam feridos em grave acidente em Lucas do Rio Verde