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Sem arrependimento, feminicida detalha assassinato da mulher na frente do filho

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O juiz Tibério de Lucena Batista, da comarca de Alta Floresta, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Jonadabe Pereira Santos, de 34 anos, acusado de matar a companheira Ana Claudia dos Santos Veiga, de 22 anos, em Nova Bandeirantes, no Norte de Mato Grosso.

 

O feminicídio ocorreu no sábado (13). No dia seguinte, domingo (14), o acusado passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante homologada e permanecerá preso preventivamente na Cadeia Pública de Alta Floresta.

 

 

De acordo com o relato apresentado às autoridades, Jonadabe afirmou que havia passado a noite ingerindo bebida alcoólica e usando cocaína em um bar da cidade. Ao retornar para casa, por volta das 4h30, disse ter encontrado a companheira com outro homem na cama.

 

Ainda conforme o relato, ele pegou um facão e atingiu a vítima com vários golpes na cabeça e no rosto, causando a morte de Ana Claudia. Depois do crime, o acusado jogou o corpo da companheira dentro de uma fossa no quintal da residência, na tentativa de ocultar o cadáver. O outro homem conseguiu fugir.

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Após o assassinato, Jonadabe fugiu levando o filho do casal, de apenas dois anos, para a casa de parentes em Alta Floresta. No local, foi convencido a se entregar à polícia, ocasião em que confessou o crime e detalhou o ocorrido.

 

Na decisão, o magistrado destacou que as condutas adotadas após o crime indicam tentativa de dificultar a investigação e demonstram frieza após um ato de extrema violência.

 

“Esse conjunto de condutas pós-crime revela não apenas a tentativa de obstruir a investigação, mas também a capacidade do autuado de agir com frieza e deliberação mesmo após a prática de ato de extrema violência, circunstância que evidencia periculosidade social acentuada e risco concreto à ordem pública”, diz trecho da decisão.

 

A defesa chegou a pedir prisão domiciliar, alegando que o filho do casal dependeria exclusivamente dos cuidados do pai, já que a mãe foi morta. O pedido, no entanto, foi negado pelo juiz.

 

O magistrado determinou que a situação da criança seja acompanhada pelos órgãos competentes de proteção à infância e à família, com comunicação ao Conselho Tutelar e ao Juízo da Infância e Juventude para as providências relacionadas à guarda e proteção do menor.

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Segundo o documento, a criança dormia em sua cama, no mesmo quarto onde a mãe foi assassinada.

 

Para o juiz, há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, além dos requisitos legais para a prisão preventiva.

 

Jonadabe Pereira Santos seguirá preso na Cadeia Pública de Alta Floresta, enquanto o caso continua sendo investigado pelas autoridades competentes.

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