GERAL
‘Zé Gotinha’ é preso sob suspeita de vender drogas dentro de hospital
Um segurança conhecido pelo apelido de “Zé Gotinha” foi preso em flagrante pela Polícia Civil suspeito de comercializar cocaína dentro da Santa Casa de Cassilândia, em Mato Grosso do Sul, e de atuar como informante de uma organização criminosa. A prisão ocorreu durante o turno de trabalho do investigado.
O suspeito foi identificado como Kleber. Segundo o boletim de ocorrência, ele vinha sendo monitorado pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) durante uma apuração relacionada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região do Bolsão. A investigação aponta que ele teria ligação com o Comando Vermelho e atuaria como “olheiro”, repassando informações sobre possíveis alvos.
Em um dos episódios investigados, Kleber teria utilizado uma bicicleta para ir até um posto de combustíveis e acompanhar a rotina de uma pessoa que havia sido alvo de tentativa de homicídio. As informações levantadas teriam sido repassadas a integrantes do grupo criminoso.
Cocaína teria sido vendida dentro do hospital
Além da suposta atuação como informante, os investigadores apontam que o segurança utilizaria o próprio ambiente de trabalho para comercializar cocaína acondicionada em pequenos tubos plásticos.
Durante a abordagem na Santa Casa, policiais encontraram com ele porções de cocaína preparadas para venda, segundo o registro da ocorrência.
As diligências continuaram na residência do investigado. No imóvel, foram apreendidos recipientes plásticos utilizados para armazenar a droga, cadernos com anotações sobre preparação e dosagem, materiais para embalagem e uma balança de precisão.
Os policiais também encontraram munições intactas de calibre .38 SPL e capacetes de motociclista com viseiras escuras.
Segundo o boletim, Kleber teria admitido informalmente envolvimento com o tráfico e apontado quem seria seu fornecedor, descrito como um homem já conhecido pelas forças de segurança e proprietário de uma Volkswagen Saveiro branca.
Hospital diz que segurança era terceirizado
Em nota divulgada após a prisão, a Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia informou que o suspeito não fazia parte do quadro próprio de funcionários da instituição. Ele trabalhava para uma empresa de segurança terceirizada contratada pelo hospital.
Kleber foi autuado em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, integração a organização criminosa e posse irregular de munição de uso permitido. Ele permanece à disposição da Justiça.
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