- POLÍTICA NACIONAL

EMPRESAS FANTASMAS – esquema de facção movimentou R$ 54 milhões em MT

Publicado em

Empresas fantasmas e contas de familiares – facção movimentou R$ 54 milhões em esquema de lavagem em MT

Uma investigação da Polícia Civil revelou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas, que movimentou cerca de R$ 54 milhões entre 2022 e 2024 em Mato Grosso e outros estados.

A operação, denominada Conluio Pantaneiro, resultou na prisão de pelo menos 10 pessoas e no cumprimento de dezenas de ordens judiciais em Mato Grosso, São Paulo e Paraná.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos valores. Os negócios envolviam diferentes áreas, como sorveteria, transporte de cargas, imóveis, salão de beleza, consultorias, distribuidoras de bebidas e serviços de terraplanagem.

Uma das principais empresas usadas no esquema funcionava no ramo de instalação e manutenção de ar-condicionado, em Cáceres. O proprietário, de 43 anos, utilizava tantas contas da empresa quanto pessoais para movimentar grandes quantias. Somente em 2023, ele recebeu mais de R$ 4 milhões.

Leia Também:  URGENTE: Homem agride esposa com socos e empurrões e é preso em MT

A investigação também identificou que contas bancárias das esposas dos principais suspeitos eram utilizadas para lavar o dinheiro, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Uma das investigadas, apontada como integrante do núcleo financeiro da organização, movimentou mais de R$ 2,4 milhões em apenas dois anos, sendo parte desse valor sem origem comprovada.

O grupo também contava com o apoio de empresas “laranjas” em São Paulo, responsáveis por realizar transferências e dar aparência legal às transações financeiras.

Além da lavagem de dinheiro, as apurações revelaram a atuação direta do grupo no tráfico de drogas. Entre junho e agosto de 2023, foram identificados pelo menos seis carregamentos, somando cerca de 2,7 toneladas de pasta base de cocaína.

A estrutura criminosa era organizada, com divisão de funções entre os integrantes, incluindo logística, transporte, distribuição e gestão financeira.

O líder do grupo, segundo a polícia, mantinha ligação direta com todos os envolvidos. Familiares também participavam do esquema, inclusive no controle e movimentação dos recursos ilícitos.

Ao todo, foram cumpridos 62 mandados judiciais, incluindo prisões, buscas, bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos.

Leia Também:  Operação Silêncio Comprado investiga morte de jovem e suposto esquema de corrupção em hospital de MT.

As investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas, já que a polícia busca identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do dinheiro movimentado pelo grupo criminoso.

Anúncio

MAIS LIDAS DA SEMANA