MATO GROSSO

Operação Silêncio Comprado investiga morte de jovem e suposto esquema de corrupção em hospital de MT.

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A morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, ocorrida em 18 de novembro do ano passado, gerou grande repercussão em Mato Grosso e está ligada ao contexto que levou à deflagração da Operação Silêncio Comprado, realizada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (26).

A investigação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis, onde a jovem deu à luz em 2 de novembro. Após o parto por cesariana, ela apresentou complicações e precisou ser transferida para Cuiabá, onde morreu dias depois.

A partir do caso, familiares passaram a questionar a estrutura do hospital, a qualidade do atendimento e a gestão dos recursos da unidade. O episódio passou a ser investigado inicialmente sob suspeita de possível negligência médica.

Posteriormente, o caso contribuiu para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na administração do hospital.

Durante as investigações, o Ministério Público Estadual encaminhou denúncia à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontando suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos da CPI, além de possíveis irregularidades em contratos da gestão hospitalar.

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Entre os elementos apurados estão indícios de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais falsas ou irregularidades, movimentação suspeita de recursos públicos e possível desvio de verbas, o que pode configurar crimes contra a administração pública, incluindo corrupção.

A Operação Silêncio Comprado cumpriu 20 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e valores, medidas cautelares e quebras de sigilo telefônico e telemático.

As ações foram executadas em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e também nos municípios paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é aprofundar a coleta de provas, identificar a extensão do suposto esquema e garantir a preservação do patrimônio público.

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