ESTRATÉGIA DA DEFESA
Advogado de assassino alega que garota morreu por acidente em chacina em MT
Ampla reportagem mostrou detalhes de tragédia em MT
Uma imagem de violência extrema teve destaque no noticiário policial esta semana: a execução de sete pessoas em um bar de sinuca em Mato Grosso. O Fantástico entrevistou os dois únicos sobreviventes e teve acesso a outros trechos das câmeras de segurança.
As novas imagens revelam a brutalidade dos assassinos, que promoveram uma matança por causa de uma aposta perdida. Terça-feira de Carnaval em Sinop, Mato Grosso.
Em dez segundos, sete pessoas foram assassinadas em um bar de sinuca. As imagens inéditas começam quatro horas antes da chacina e poderiam explicar o motivo da tragédia, mas o que as imagens revelam é que não houve motivo.
A chacina foi o auge de coisa nenhuma. Às 13h46, pelo horário de Brasília, Edgar Ricardo de Oliveira, sem camisa, aposta contra Getúlio Frasão Júnior.
Perde R$ 4 mil e vai embora. “Saiu normal. Tiveram uns boatos, o pessoal falando que teve deboche. Não teve deboche”, conta Luiz Carlos Barbosa, um dos sobreviventes.
Às 16h59, Edgar volta, agora vestindo camisa listrada e traz com ele Ezequias Souza Ribeiro, de azul. E chama Getúlio para uma revanche.
Dois homens que assistiam a uma partida de futebol se afastam da mesa. O último jogo de Getúlio foi contra um adversário tenso, segundo o sobrinho dele.
O vídeo mostra que Edgar erra um lance decisivo. Joga o taco na mesa e encerra o jogo.
Anda até a caminhonete, se vira e dá ordens para Ezequias, que saca uma pistola e começa a render todo mundo que está no bar. Às 17h30, Edgar aperta o passo de volta ao bar, com uma espingarda.
Todos no local, incluindo os atiradores, se conheciam. Viajavam por todo o estado para participar de torneios de sinuca, sempre envolvendo apostas em dinheiro.
Edgar era reconhecido por ser habilidoso, estava acostumado a vencer, mas, diante de Getúlio, em um único dia, perdeu 13 rodadas. Para a polícia, não restam dúvidas.
Edgar encontrou na derrota um motivo para abrir fogo. Na quarta-feira, Ezequias, o comparsa, morreu em confronto com policiais militares.
Na quinta, Edgar se entregou. Ele tinha registro de CAC, concedido em 9 de março de 2022 ,e gostava de se exibir nas redes.
Edgar comprou como CAC a espingarda com que matou seis das sete vítimas. Durante a reportagem, o advogado Marcos Vinicius Borges, que faz a defesa de Edgar, argumentou que o tiro dado que matou a jovem Larissa foi acidental. “Edgar mirou em uma pessoa e acabou infelizmente atingindo a adolescente”, declarou.
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