POLÍCIA

Advogado é preso em restaurante de luxo acusado de descumprir protetiva

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O advogado T.C.S, de 38 anos, foi preso na noite deste domingo (14) no luxuoso restaurante Aragon localizado no bairro Quilombo, em Cuiabá, sob acusação de descumprir medidas protetivas impostas pela Justiça a favor de sua ex-esposa, de 37 anos. O caso entre o advogado e a ex-mulher ganhou destaque no noticiário ao longo de 2023, quando a vítima gravou vídeos que mostram o jurista espancando ela. Em uma entrevista, a mulher revelou que foi casada por 9 anos com suspeito e que chegou a ser agredida quando estava grávida.

 

Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado às 20h45 deste domingo. A vítima relata no documento policial que, ao chegar no restaurante, avistou o ex-marido e chamou a Polícia Militar. O advogado foi então preso e levado para o Plantão da Delegacia da Mulher.

 

 

No entanto, em depoimento à Polícia Civil, o jurista negou as acusações. Afirmou que irá provar sua inocência e alega que a ex-esposa está mentindo “de forma reiterada”. Durante o interrogatório, ele relatou que chegou ao local por volta das 18 hooras e teria sido abordado pela mulher, que teria dados tapas nas costas, enquanto segurava um celular para gravar a situação.

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“Que, após entrevista reservada com o seu advogado foi indagado se são verdadeiras as acusações que lhe foram imputadas pela sua ex-convivente, tendo respondido que não são verdadeiras e que irá provar sua inocência e que alega de que ela esta mentindo de forma reiterada, levando em consideração que o interrogado chegou no local por volta das 18:00 quase não havia muita gente no bar, e que foi abordado [vítima] que deu tapinhas nas costas do interrogado já com o celular filmando dizendo você está descumprindo medida protetiva”, traz trecho do depoimento.

 

 

Por outro lado, a ex-esposa, que é auxiliar de atendimento, reiterou que já foi vítima de violência doméstica em outras ocasiões durante o relacionamento com o advogado. Ela também reforçou que possui uma medida protetiva de urgência que o proíbe de se aproximar a menos de 500 metros dela, e que essa medida está em vigor.

 

 

Ela detalha que, ao avistá-lo no mesmo ambiente, sentiu-se intimidada com a presença dele e por isso acionou a Polícia Militar. Ela relatou ter sido insultada, xingada e ameaçada de que ele tomaria a guarda do filho deles, que tem 3 anos.

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Durante a discussão, enquanto estavam nas dependências da delegacia, a vítima ouviu o suspeito se referindo a ela, com policiais militares, como “filha da p***.  “e que ameaçou de tomar a guarda do filho da vítima e esta no momento da discussão, retrucou”.

 

 

O caso é investigado pela Polícia Civil.

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