POLÍCIA

CALA BOCA EM DINHEIRO: Delegado é suspeito de intermediar tentativa de suborno a Stringueta

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O delegado Douglas Turíbio Schutze, titular da regional de Sinop (a 480 km de Cuiabá), está sendo investigado por corrupção ativa e obstrução de Justiça, por supostamente participar de uma tentativa de suborno ao delegado Flávio Stringueta, que chefia a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil.

 

 

A residência de Schutze foi alvo de busca e apreensão na Operação Insídia, deflagrada na manhã de quinta-feira (27) pela GCCO.

 

 

                                                          

 

 

A operação apura as circunstâncias do desaparecimento de seis pessoas no Município de União do Sul, região Norte de Mato Grosso. Foram cumpridos quatro mandados de prisão – um contra o produtor rural Agenor Vicente Pelissa e outro três contra policiais militares da ativa.

 

 

Segundo os autos da investigação, e cujo trecho o MidiaNews teve acesso, em maio deste ano o delegado de Sinop foi até Stringueta e afirmou que o advogado do produtor rural o havia procurado uma semana antes.

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Conforme os autos, a proposta era de que a GCCO desacelerasse a investigação sobre o desaparecimento dos homens. Para isso, a defesa do fazendeiro dispensaria uma grande quantia em dinheiro. O valor não foi informado.

 

 

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, que afirmou que não se manifestará sobre o assunto, posto que o caso está em segredo de Justiça.

 

 

Apuração

 

 

A Operação Insídia apura os fatos ocorridos no dia 18 de abril deste ano, em uma fazenda no município de União do Sul. Naquele local, foram encontrados diversos veículos com perfurações, estojos, munições, além de manchas de sangue e objetos pessoais, sem qualquer registro ou informação do que teria acontecido. 

 

 

Após a realização de dezenas de diligências, perícias técnicas, buscas pelos corpos, oitivas de testemunhas e de pessoas envolvidas, as investigações apontaram para a execução de pelo menos seis pessoas, seguidas da ocultação dos respectivos cadáveres. Entre as vítimas está um funcionário da fazenda que trabalhava no local onde o fato ocorreu. 

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Além dos homicídios, são apurados outros possíveis crimes conexos, como cárcere privado, constituição de milícia privada, corrupção ativa e passiva. 

 

 

As ações foram realizadas com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso, Polícia Civil do Estado de Tocantins e Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso.

Fonte: Mídia News

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