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Caso Cão Orelha é arquivado após Justiça apontar falta de provas contra adolescentes

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A Justiça de Santa Catarina determinou o arquivamento das investigações sobre a morte do “Cão Orelha”, caso que ganhou repercussão nacional após denúncias de supostos maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis.

A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (15) pela Vara da Infância e Juventude da Capital e atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que concluiu não haver provas suficientes para responsabilizar os investigados.

O caso aconteceu em janeiro deste ano e provocou grande mobilização nas redes sociais em todo o país. Durante as investigações, o Ministério Público analisou quase dois mil arquivos digitais, incluindo vídeos, fotos, dados extraídos de celulares apreendidos e depoimentos de adolescentes e testemunhas.

Segundo o MPSC, não foi possível comprovar que o cão sofreu agressões. O órgão destacou ainda que a hipótese mais plausível para a morte do animal seria uma grave doença óssea descoberta após exames realizados durante a exumação do corpo.

O laudo pericial também teria afastado indícios de ação humana nos ferimentos encontrados no cachorro.

Com o arquivamento, o processo relacionado à suposta agressão é oficialmente encerrado. No entanto, o Ministério Público informou que seguirá investigando possíveis casos de disseminação de informações falsas e pessoas que teriam lucrado com publicações envolvendo o caso nas redes sociais.

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O episódio gerou forte repercussão nacional e dividiu opiniões na internet desde o início das investigações.

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