POLÍCIA

Delegado aguarda diligências para pedir exumação de avô de Mirella

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O delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), aguarda a conclusão de algumas diligências para então pedir a exumação do corpo de Edson Manoel Leite de Oliveira, avô de Mirella Poliana Chue de Oliveira, 11. A madrasta da menina, Jaira Gonçalves de Arruda, 42, é acusada de envenenar a garota para receber a quantia de R$ 800 mil de indenização pela morte da mãe de Mirella, que ocorreu após o seu nascimento em uma unidade de saúde de Cuiabá por erro médico. Durante a investigação surgiu a suspeita de que o avô da menina teria sido a primeira vítima de Jaira.

Ao Gazeta Digital, Olímpio ressalta que não pode dar detalhes sobre o caso, sob risco de incorrer na Lei de Abuso de Autoridade. Contudo, afirma que a exumação será solicitada à Justiça o quanto antes. Para tanto, é necessário concluir algumas diligências que integram a investigação.

A morte do avô ocorreu no dia 4 de março de 2018, depois que ele apresentou um problema grave e súbito de saúde. Edson e a esposa, que havia falecido no ano anterior, tinham a guarda de Mirella. Pouco antes de morrer, ele teria comentado que iria passar a guarda da menina para a avó materna. Mas depois da morte dele, Mirella foi a morar com o pai e a madrasta, quando passou a ser envenenada por ela, ao longo de 2 meses, até que não resistiu a intoxicação pelo inseticida Carbofurano. Mirella, morreu em hospital privado da Capital às 15h17 do dia 13 de junho de 2019, depois de sucessivas internações.

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Mirella morreu em julho de 2019 após sofrer várias internações. A causa da morte era considerada indeterminada, mas exames apontaram que no sangue da criança havia duas substâncias, sendo uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte. A polícia descobriu que a menina vinha sendo envenenada aos poucos pela madrasta, que visava à indenização. Para os investigadores, ficou claro que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias por 2 meses. O veneno usado pela suspeita é proibido no Brasil.

Jaira foi indiciada em novembro pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) por homicídio duplamente qualificado, praticado por envenenamento e motivo torpe. O caso foi encaminhado à Justiça e resultou num processo que tramita em segredo de Justiça na 14ª Vara Criminal de Cuiabá, sob condução do juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior. Nesta quinta (27), será realizada a primeira audiência do processo, na qual o magistrado decidirá se o caso vai ou não a juri popular.

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Gazeta Digital

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