POLÍCIA

Dentista manda matar marido para ficar com amante e seguro

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A dentista Karina Lepre Franco — presa na quinta-feira, dia 18, sob a acusação de mandar matar o marido para ficar com os R$ 400 mil do seguro de vida e da indenização — rompeu o relacionamento com o amante, o miliciano Anderson do Nascimento Marinho, o Thor, após o assassinato da vítima, o engenheiro Wagner Franco. Segundo o “RJTV”, da TV Globo, Karina iniciou um relacionamento com Thor após ele ir ao consultório da dentista cobrar a taxa de segurança estipulada pela quadrilha. Wagner havia montado um consultório para a mulher dentro do Terreirão. A partir daí, como informou o “RJTV”, os dois iniciaram um relacionamento. Thor seria o executor do assassinato. O homicídio ocorreu em fevereiro de 2019. Thor é considerado foragido pela polícia.

Segundo informações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), responsável pela investigação do caso, Karina queria se separar de Wagner, mas ele não aceitava o fim do relacionamento. O engenheiro, funcionário da multinacional Shell do Brasil — era gerente predial responsável por toda a América Latina — desapareceu no dia 7 daquele mês, após sair do consultório de Karina. O casal seguia de carro para casa, também no Recreio, quando o veículo foi interceptado.

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O corpo de Wagner foi encontrado três dias depois de seu desaparecimento, com marcas de tiros e a barriga cortada, numa praia em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A ideia era que o corpo afundasse e não fosse localizado. Segundo as investigações, Thor recebeu cerca de R$ 10 mil pela execução de Wagner. Karina e Tor tiveram mandados de prisão temporária expedidos pela 4ª Vara Criminal da capital.

Em outubro de 2019, Thor alugou uma mansão na Praia de João Fernandes, em Búzios, também na Região dos Lagos. A polícia acredita que ele fez isso usando parte do dinheiro que recebeu da dentista. De acordo com o “RJTV”, Karina buscava sua independência financeira e queria receber cerca de R$ 400 mil. Metade do valor ela recebeu da empresa onde Wagner trabalhava. A outra metade seria do seguro, que não foi pago.

Karina e Wagner eram casados havia 20 anos e tinham uma filha de 18. A dentista vai responder pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

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TEXTO: Folha Max

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