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Facção executa homem e tenta apagar provas em MT; Polícia Civil prende três

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Sem Rastros e prendeu três integrantes de uma facção criminosa investigados por participação em um homicídio qualificado com ocultação de cadáver, ocorrido em fevereiro de 2026, em Araputanga (MT).

Segundo as investigações, a vítima vinha sendo ameaçada por membros do grupo após rumores de que teria cometido um crime de natureza sexual. Diante disso, os criminosos decidiram agir por conta própria, promovendo uma execução com sinais de extrema violência.

De acordo com a apuração, a vítima foi atraída para uma emboscada em uma residência, onde teve a capacidade de defesa reduzida. Em seguida, foi levada até as margens do Rio Jauru, onde acabou morta com golpes de faca.

Após o assassinato, os envolvidos tentaram apagar qualquer vestígio do crime. O corpo foi incendiado e posteriormente lançado no rio, numa tentativa de dificultar a localização e o trabalho das autoridades.

Ao longo de cerca de dois meses de investigação, a Polícia Civil identificou cinco envolvidos diretamente no crime. Nesta fase da operação, são cumpridas 12 ordens judiciais, incluindo três prisões preventivas, buscas, internação provisória e quebras de sigilo telefônico.

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Os mandados foram cumpridos nas cidades de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste. Um dos suspeitos, já conhecido pelas autoridades e monitorado por tornozeleira eletrônica, chegou a romper o dispositivo após o crime e fugir.

A operação contou com apoio do Corpo de Bombeiros e da Politec, que atuaram nas buscas e perícias que ajudaram a esclarecer o caso.

O nome “Sem Rastros” faz referência justamente à tentativa dos criminosos de eliminar evidências e impedir que o crime fosse descoberto.

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