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Família acusa PM de matar pedreiro com tiro de fuzil durante operação em baile funk; VEJA VIDEO

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A família do pedreiro Francisco das Chagas Fontenele, de 56 anos, acusa policiais militares de terem matado o trabalhador com um tiro de fuzil na região do abdômen durante uma ação policial em um baile funk no bairro Jardim Macedônia, região do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo.

Segundo relatos dos familiares, Francisco teria sido atingido quando saiu de casa para trabalhar. A filha da vítima afirmou, durante o velório, que o disparo foi injustificado.

“Eu quero que ele perca a patente dele, porque o que ele fez não tem justificativa com baile nenhum. Meu pai morreu com tiro de fuzil”, declarou.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes foram ao local após denúncias de irregularidades e acabaram se envolvendo em uma troca de tiros com suspeitos. Durante a ocorrência, sete pessoas foram baleadas e duas morreram.

Francisco das Chagas Fontenele, de 56 e Kauan Gabriel Cavalcante Lima, de 22 anos

Além do pedreiro, também morreu Kauan Gabriel Cavalcante Lima, de 22 anos, atingido por um tiro no peito. Segundo os policiais, ele estaria entre os suspeitos que teriam disparado contra a equipe policial. Ainda conforme a PM, o jovem estaria em um veículo com placa adulterada e teria sido o primeiro a atirar contra os agentes.

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Outras quatro pessoas — três homens e uma jovem com idades entre 19 e 26 anos — também foram baleadas durante o confronto.

Familiares de Francisco afirmam que houve demora no socorro. Vídeos gravados por parentes mostram policiais cercando a vítima antes de permitir que ela fosse levada para atendimento médico. Posteriormente, os próprios agentes aparecem ajudando a colocá-lo em uma viatura da PM. O pedreiro chegou a dar entrada em um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Francisco era casado havia seis meses e deixa quatro filhos, além da esposa e duas netas. Ele será enterrado nesta segunda-feira (16) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes.

O caso foi registrado como resistência, homicídio decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo. As circunstâncias das mortes serão investigadas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A Polícia Civil também irá analisar imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na ocorrência. Paralelamente, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar a conduta dos agentes durante a ação.

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Veja vídeo do momento em que o pedreiro é carregado após ser baleado:

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