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Fugiu do presídio e agora é uma das mulheres mais procuradas do Brasil: quem é “Bibi Perigosa”

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Nove meses após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, Angélica Saraiva de Sá, conhecida pelos apelidos de “Angeliquinha”, “Baronesa”, “Bibi Perigosa” e “Virginia”, passou a integrar a lista dos criminosos mais procurados do Brasil.

Considerada uma das líderes mais temidas do crime organizado em Mato Grosso, ela acumula mais de 260 anos de condenação por crimes como homicídios, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.

O nome da fugitiva agora consta no Programa Captura, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que reúne cerca de 180 foragidos considerados prioritários pelas forças de segurança do país.

Segundo informações das autoridades, Angeliquinha é apontada como figura influente dentro da facção criminosa e teria forte ligação com criminosos escondidos em comunidades dominadas pelo crime organizado no Rio de Janeiro.

A fuga da criminosa aconteceu em 17 de agosto do ano passado e foi considerada quase cinematográfica pelas autoridades.

Na ocasião, ela escapou da penitenciária ao lado da detenta Jéssica Leal da Silva, conhecida como “Arlequina”.

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Conforme o boletim de ocorrência, a fuga teria sido facilitada pela falta de efetivo de policiais penais e por falhas no sistema de monitoramento do presídio, incluindo câmeras quebradas.

Angeliquinha já havia sido presa anteriormente em operações da Polícia Civil por liderar uma série de crimes violentos em Alta Floresta.

Em 2017, chegou a ser colocada em liberdade por erro no sistema judicial, mesmo possuindo outros mandados de prisão em aberto.

Meses depois, foi recapturada em Goiás, onde, segundo a polícia, mantinha uma casa supostamente utilizada para prostituição.

Pouco antes da fuga da penitenciária feminina, ela recebeu nova condenação de quase 100 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.

As investigações apontam que ela teria participação na execução de quatro homens assassinados em 2022, mesmo já estando presa na época.

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