POLÍCIA

Idoso matou esposa após descobrir gasto de R$ 1 mil em MT

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José da Cruz Evangelista, de 63 anos, continuará preso preventivamente. A vítima, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, foi morta a facadas em um bar após uma discussão motivada por uma movimentação bancária.

 

A Justiça manteve a prisão preventiva de José da Cruz Evangelista, de 63 anos, acusado de matar a companheira, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, durante a madrugada do último sábado (4), em Confresa.

 

A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no domingo (5). O juiz responsável pelo caso entendeu que não houve prisão em flagrante, já que o investigado fugiu após o crime e apenas se apresentou à polícia depois da expedição do mandado de prisão preventiva. Mesmo assim, a prisão foi mantida.

 

Segundo as investigações, o casal estava em um bar quando José consultou o aplicativo bancário e identificou uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 1 mil. A partir daí, iniciou uma discussão com Daiany.

 

Ainda conforme a investigação, o suspeito sacou uma faca que escondia na cintura e tentou atacar a companheira. O proprietário do estabelecimento tentou impedir a agressão, mas acabou ferido com um golpe no antebraço.

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Na sequência, Daiany tentou fugir para um dos cômodos da residência, mas foi perseguida pelo agressor, que desferiu diversos golpes de faca, a maioria nas costas. A mulher morreu ainda no local.

 

Após o crime, José fugiu e permaneceu em paradeiro desconhecido por várias horas. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça. Somente depois da expedição do mandado ele se apresentou espontaneamente na Delegacia de Confresa, acompanhado por um advogado, quando teve a ordem judicial cumprida.

 

Durante a audiência, a defesa pediu a revogação da prisão preventiva, alegando que o investigado é réu primário, aposentado, não possui antecedentes criminais e se apresentou voluntariamente. O pedido foi rejeitado.

 

O magistrado determinou que a Polícia Civil conclua o inquérito no prazo de 10 dias. O caso seguirá tramitando na Justiça.

 

As investigações também apontaram que Daiany possuía uma medida protetiva contra José desde janeiro deste ano, após registrar denúncia por violência doméstica e ameaça. Apesar disso, os dois haviam retomado o relacionamento meses depois.

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O feminicídio causou grande comoção na região e segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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