POLÍCIA

Linda e perigosa: saiba quem é a mulher presa, suspeita de matar friamente advogado e empresária

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A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, na madrugada desta quinta-feira (2), a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

O casal foi encontrado sem vida dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte. O caso gerou grande repercussão pela violência do crime e pela dinâmica apontada durante as investigações.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita foi localizada em um hotel, em Itabira, no interior de Minas Gerais, onde estava sendo monitorada pelos investigadores. Durante o interrogatório, ela teria admitido envolvimento no crime e relatado que pretendia levar objetos de valor da residência.

Conforme as informações apuradas, antes do ataque, a mulher teria colocado comprimidos na alimentação das vítimas para facilitar a ação. Depois que o casal perdeu os sentidos, ela teria usado uma faca encontrada no próprio apartamento para cometer o crime.

Ainda de acordo com a investigação, após as mortes, a diarista permaneceu no imóvel, tomou banho, trocou de roupa e deixou o local levando pertences das vítimas, como bolsas, mochilas e outros objetos de valor.

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Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e a saída da suspeita do prédio. As gravações mostram que ela deixou o edifício com mais objetos do que carregava ao chegar, o que reforçou a linha de investigação da polícia.

O delegado responsável pelo caso informou que a suspeita negou que o crime tenha relação com dívidas. Segundo a versão apresentada por ela, os objetos seriam vendidos para conseguir dinheiro e pagar despesas pessoais.

A Polícia Civil também informou que os relatos da investigada apresentam compatibilidade com vestígios encontrados pela perícia no local do crime. Apesar da confissão mencionada pela investigação, o caso segue sendo apurado.

A polícia trabalha agora para recuperar os objetos levados do apartamento e verificar se outras pessoas tiveram algum tipo de participação na execução do crime.

A defesa da investigada afirmou que qualquer responsabilização deve ocorrer somente após a análise das provas e o andamento regular do processo, sem julgamentos antecipados.

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