AMEAÇA CONTRA PROMOTORA

Médico acusado de matar namorada de 15 anos vira réu por planejar atentado contra promotora em MT

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A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia contra o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, acusado de planejar um atentado contra a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo, responsável pela acusação no processo em que ele responde pelo feminicídio da namorada, uma adolescente de 15 anos. Com a decisão, o médico passa a ser réu em uma nova ação penal.

A decisão foi assinada pelo juiz João Zibordi Lara, da 2ª Vara de Peixoto de Azevedo. O médico responderá por suspeita de coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.

O magistrado determinou que Bruno seja citado pessoalmente na unidade prisional onde está detido e apresente resposta à acusação no prazo de dez dias.

Suposto plano teria sido discutido na prisão

Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o suposto plano teria sido discutido em 30 de junho deste ano, durante o banho de sol no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo.

Segundo a acusação, o médico teria perguntado a outro detento se conhecia alguém disposto a executar um atentado contra a promotora. A suspeita é de que ele estivesse inconformado com a atuação da integrante do Ministério Público no processo criminal e quisesse impedir sua participação no julgamento pelo Tribunal do Júri.

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Ainda conforme o Ministério Público, Bruno teria oferecido uma quantia elevada para a execução do crime, utilizando recursos que receberia de uma futura herança.

O órgão sustenta que a suposta ameaça tinha o objetivo de intimidar a promotora e dificultar sua atuação no processo relacionado à morte da adolescente.

Juiz aponta necessidade de aprofundar investigação

Ao receber a denúncia, o juiz considerou que o documento apresentado pelo Ministério Público reúne os requisitos necessários para dar início à ação penal, incluindo a descrição dos fatos, as circunstâncias da suposta conduta criminosa e a indicação de testemunhas.

A decisão também registra que outros entrevistados pela Polícia Civil não confirmaram a ameaça. Mesmo assim, o magistrado entendeu que o relato da testemunha que denunciou o suposto plano representa um elemento inicial suficiente para que o caso seja investigado judicialmente.

A credibilidade da testemunha e a consistência das acusações deverão ser avaliadas durante a instrução processual, etapa em que a defesa poderá contestar as provas.

O recebimento da denúncia não significa condenação. A responsabilidade criminal do médico ainda deverá ser analisada no decorrer do processo.

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Médico responde por feminicídio

Bruno está preso desde 5 de maio de 2025, acusado de matar a namorada, de 15 anos, com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na madrugada de 3 de maio daquele ano, em Guarantã do Norte, no norte de Mato Grosso.

Após o disparo, ele levou a adolescente ao hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Inicialmente, o médico alegou que a jovem teria atirado contra si mesma. Em depoimento posterior à Polícia Civil, afirmou que estava dentro de um carro com a namorada quando pegou uma arma que acreditava estar descarregada, apontou para a cabeça dela e apertou o gatilho.

Ele responde por feminicídio qualificado, além de outros crimes mencionados no processo. O médico já foi pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri, mas a data da sessão ainda não havia sido divulgada. O processo tramita em sigilo.

A nova ação penal, referente à suposta ameaça contra a promotora, tramitará separadamente do processo pelo feminicídio.

FOTO: Montagem/RepórterMT

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