FÉ SOB SUSPEITA

“Missionária” cita crianças e tenta derrubar reportagem do Fantástico

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A defesa pediu multa de R$ 200 mil em caso de exibição, mas desistiu da ação após alegar erro na distribuição do processo

A defesa de Rhavenna Barcelos de Almeida tentou impedir a exibição de uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, sobre as investigações da Operação Fariseus. O conteúdo, intitulado “Louvor e Crime”, foi ao ar no domingo (13).

A ação foi apresentada contra a TV Globo e a TV Centro América, afiliada da emissora em Mato Grosso. Os advogados alegaram que a reportagem utilizaria informações sigilosas de um inquérito que tramita sob segredo de Justiça em Cuiabá.

Segundo a defesa, a divulgação poderia provocar um julgamento antecipado da investigada e causar prejuízos aos familiares. O pedido também mencionava a possível exposição de crianças e a utilização da imagem de Nivaldo de Almeida, pai de Rhavenna, que morreu recentemente.

A defesa solicitou que a exibição fosse proibida sob pena de multa diária de R$ 200 mil. Como alternativa, pediu a apresentação de uma nota explicativa e a concessão de direito de resposta no mesmo horário.

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Pouco depois de protocolar a ação durante o plantão judiciário, entretanto, os advogados desistiram do processo, alegando um erro na distribuição pelo sistema.

De acordo com as investigações, Rhavenna e os pais se apresentavam como integrantes de um trabalho religioso e realizavam visitas a unidades prisionais por meio do grupo de evangelização “Resgatando Vidas”.

A Polícia Civil suspeita que o acesso aos presídios tenha sido utilizado para levar e trazer informações, atender solicitações de detentos e entregar objetos. Rhavenna é apontada como uma das principais investigadas na atuação do grupo conhecido como “Faixa Rosa Evangélicas”.

O Ministério Público denunciou Rhavenna, Renildo, Orminda, Rhuan Barcelos da Conceição, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida por lavagem de dinheiro. Os três primeiros também foram denunciados por organização criminosa.

Outras quatro mulheres investigadas no caso foram indiciadas por falso testemunho. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e os denunciados têm direito à defesa.

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